Ainda na minha saga de post’s das revistas interessantes daqui da empresa - sim, são várias - vou falar agora sobre um que encontrei na revista Neomondo de outubro de 2008.
Hoje as organizações mais competitivas se focam mais nos resultados, acreditando que só resultados positivos e crescentes permitem continuar e expandir os negócios. Mas, dessa forma, deixam de contribuir com o papel de responsabilidade social – o além da geração de empregos e do atendimento ao mercado.
A busca pelo lucro, pela liderança em produtividade e eficiência operacional devem ser os objetivos fundamentais, porém, para aumentar a eficiência destes resultados, devem ser aplicadas outras ferramentas. A maioria destas ferramentas são simples e fáceis de implementar, entre estas ferramentas há a Cultura dos 3R’s:
Reduzir – consumir menos.
Reutilizar – reaproveitar resíduos.
Reciclar – reciclar matérias-primas.
Na adoção da cultura dos 3R’s, estas medidas geram não apenas vantagens para a economia, mas grandes ganhos na qualidade ambiental, tendo reflexo em toda a sociedade.
Mas e agora, como Reduzir?
Reduzir significa economizar de todas as formas possíveis. As empresas podem reduzir através da fabricação de embalagens com menos peso, com menos gasto de energia e de recursos naturais, com menores dimensões ou evitando o desperdício.
E de que maneira Reutilizar?
Significa dar novos usos a materiais já utilizados, voltando a usá-los. A empresa deve produzir embalagens que tenham um segundo destino, como por exemplo: utilizar o verso das folhas de papel escritas só de um lado; frascos vazios de vidro ou plástico e as latas podem servir para guardar objetos; móveis e eletrodomésticos não mais usados na empresa podem ser entregues a instituições de caridade; etc.
E por fim, de que modo Reciclar?
A reciclagem é um processo que converte o lixo descartado em produto semelhante ao inicial. Reciclar é economizar energia, poupar recursos naturais e trazer de volta ao ciclo produtivo o que é jogado fora. Para reciclar, devemos limpar os resíduos, pois não podem estar misturados, nem sujos.
Eco-pontos - os supermercados Extra e Wal Mart possuem coletores para entrega voluntária de todos os materiais recicláveis, inclusive óleo vegetal. Todo o material arrecadado é doado para cooperativas de catadores.
Caixa Verde - o supermercado Pão de Açúcar lançou em 2008 um projeto de reciclagem pré-consumo em 21 lojas de sua rede, para incentivar o cliente a descartar as embalagens de plástico, papelão e papel antes de levar suas compras para casa. Por exemplo, a embalagem da pasta de dente pode ser depositada na caixa verde e o cliente leva apenas o tubo. As doações são voluntárias.
Também as lojas do Boticário disponibilizam uma caixa verde para os clientes devolverem suas embalagens pós-consumo.
Portanto, precisamos realizar um desenvolvimento sustentável, pois "Desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades" (ONU, 1991, Nosso Futuro Comum).
Clique aqui e conheça mais curiosidades de como implantar essa cultura
No último bate-papo sobre e-commerce, no telão atrás dos palestrantes estava aparecendo as TAGs do #bpcommerce, conforme as pessoas tuitavam apareciam algumas perguntas do gênero: “Você está aqui, onde você está? Quero te conhecer” – “Te sigo faz tanto tempo no twitter, não consigo te reconhecer, em que fileira você está?”.
Quando eu estava indo embora perguntaram quem era o ‘menino’ que tuitava pelo @blogabordo. Foram me chamar. Conheci a tal pessoal e recebi uma proposta de parceria.
E qual o motivo de eu estar contando tudo isso?! Simples. Eu fiquei com uma dúvida - Até onde a relação off-line pode interagir e progredir no relacionamento online?
Fui conversar com algumas pessoas.
Para Liliane Ferrari o pessoal tem que corresponder do real e o virtual, às vezes a relação virtual decai naturalmente, mas ela tem uma grande e melhor amiga que conheceu pelo twitter.
Itana Gomes, sócia-diretora da Agência Frente Marketing de Guerrilha, acredita que no nível profissional a linha é ainda mais tênue, as redes sociais são de certo modo uma representação da pessoa física, por este motivo tem aumentado o numero de seleções off-line, para processos de estágios, trainee e etc, mas nunca deixou de existir a entrevista pessoal.
Na visão do Fábio Procópio, estudante de Relações Públicas da UNESP, o online é muito mais uma questão política, cordial. Existe um deslumbramento nesse processo do online, as expectativas são criadas e desmoronadas muito rápido.
Poderia parar com esses três exemplos e falar que tudo é relativo, porém eu queria encontrar alguém que pensasse igual a mim.
Encontrei a Mariana Oliveira, estudante de Relações Públicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Tanto eu quanto ela achamos que a relação fica mais próxima sim.
“Às vezes conhecemos alguém só ‘online’ e quando nos encontramos pessoalmente é como se já tivéssemos uma relação mais próxima, já que você ‘participa’ da vida da pessoa - no Twitter, por exemplo, em que acompanhamos pessoas que dividem seus hábitos e interesses. Quando conheço alguém pessoalmente, a tendência é a relação online ficar mais forte, pois acaba consolidando uma ‘intimidade’ já existente via web", diz Mariana.
Eu acredito muito na interatividade da internet, mas ainda acredito que o ‘pessoal’ pode nos trazer mais benefícios. Desde que quando estamos online, sejamos realmente o que somos off-line.
E no meio desde emaranhado de opiniões, o que você pensa do relacionamento online para o off-line?
Relações Públicas e o interesse público estão interligados, assim como a opinião pública também se encaixa nesse processo de comprometimento com a sociedade que envolve esses três fenômenos.
Quando falamos em opinião pública vemos que é um assunto que traz muitas controvérsias, pois seu real conceito às vezes não é compreendido.
Opinião pública segundo Cândido Teobaldo é “a área de entendimento comum das pessoas que constituem o público, após ampla discussão da controvérsia levantada, à base de considerações racionais”, ou seja, é o que a maioria da população manifestada de alguma forma argumenta, seja através de manifestações ou até por meio dos veículos de comunicação de massa. Um fenômeno vivo, que está em constante transformação.
E como já dito, junto com a opinião pública temos o interesse público. Mas o que é interesse público?
Temos aqui um fenômeno que não é fácil de definir, pois muitos tem suas teorias. De forma bem simplista, segundo Harwood L. Childs interesse público é “e somente pode ser, aquilo que o público, a opinião da massa, diz que ele é”. Em outras palavras interesse público é o interesse de uma comunidade que pode ser garantido por alguma entidade pública.
Em sua tese Childs afirma que a opinião pública é o fator motivador para o interesse público e questiona se realmente a opinião de massa pode determinar sua pauta.
Levando em consideração que nossos julgamentos e opiniões são os mesmo que o da opinião pública é natural que nossa percepção do interesse público seja coerente á ela. Ninguém melhor do que a própria massa para defender seus interesses.
Em artigo publicado, o Dr. Roberto Fonseca Vieira também afirma que “o interesse público, na realidade atual em que vivemos se transforma em fonte indiscutível de legitimidade. Legitimidade esta que só a opinião pública pode conferir”.
Embora a manipulação da opinião pública ainda exista, os públicos estão mais conscientes, atento e contestadores, ficando assim mais difícil de serem influenciados e seus interesses estão cada vez mais juntos com o da coletividade.
Levando todos esses aspectos para o setor corporativo, temos as organizações, tanto privadas como públicas, que são alvo constante da crítica da opinião pública. Crítica que pode a vir se tornar um interesse público dependendo de sua propagação.
Por isso é fundamental o profissional de Relações Públicas estar sempre atento a essas críticas, pois temos como função administrar o relacionamento entre a organização e seus diversos públicos, a fim de conquistar uma harmonia com o interesse público.
Hoje quem comanda a seção 'extras' é o Gabriel Galvão é pernambucano, administrador especializado em marketing, consultor e assessor de marketing, desenvolvedor de blogs e editor do blog Ponto Marketing.
Estamos numa época em que nunca foi tão fácil as pessoas se comunicarem. Nossos avós jamais teriam ideia de que poderíamos falar com dezenas de pessoas ao mesmo tempo sem precisar anunciar na TV ou rádio, ou muito menos subir no alto de um prédio e berrar num megafone. Basta o acesso às novas tecnologias para adentrarmos num mundo revolucionário. E-mail, Skype, MSN e, principalmente, ferramentas em rede como o famoso Twitter, tornam a tarefa da comunicação dinâmica e interativa. O que o marketing tem a ver com isso? Tudo e mais um pouco.
O marketing, como (quase) todos sabem, é o conjunto de ações que vão intermediar a relação da empresa com o mercado. Existem outras definições um tanto sobre a ciência, mas não vamos nos ater a isso agora. O que interessa neste simplório texto é o papel do marketing dentro das formas de comunicação instantâneas, tão faladas e exploradas hoje em dia.
As redes sociais são ferramentas que possibilitam e ampliam de forma nunca antes vista a comunicação de um indivíduo com as pessoas ou as comunidades de seu interesse. O marketing tratou de colocar a empresa na mesma posição do indivíduo e usar tais ferramentas para iniciar e manter uma relação cada vez mais próxima com seus atuais ou futuros clientes. Se um dos componentes do marketing é a comunicação empresarial, nada mais atual e moderno que usar das redes sociais para falar ao consumidor coisas interessantes e que entreguem a ele informações nas quais ele reconheça valor.
Inúmeros são os casos onde empresas inteligentes conseguiram ótimos resultados utilizando estratégias de mídias sociais. Maior ainda é o número de “organizações” que entraram na conversa de pseudo-analistas de mídias sociais e investiram uma grana preta em ações furadas e amadoras. O certo é que cada vez mais as empresas estão entrando nas redes e as conhecendo melhor. A questão dos formatos das estratégias é coisa que vem com o tempo, mais na base da tentativa e erro que no estudo científico. Tenho certeza que dentro de um ou dois anos já existirá uma gama gigante de estratégias para cada tipo de segmento, porte de empresa, região do país, faixa etária e outros aspectos delimitadores.
O marketing plantou boas sementes nas redes. Agora os frutos já estão amadurecendo e o marketing está colhendo resultados e vendo onde errou ou acertou. Novas safras estão por vir, e frutos mais vistosos e suculentos nascerão. Enquanto o marketing estiver caminhando lado a lado com a comunicação, estará fazendo com que as empresas sempre estejam perto de seus clientes.
A mitologia grega personificou Teseu como o grande herói que derrotou o Minotauro. O Minotauro para quem não sabe um ser metade homem, metade touro, era o guardião do famoso labirinto do Rei Minos, e Teseu, foi um entre vários guerreiros que tentaram destruí-lo.
Teseu, sem dúvida foi o grande e único herói. Mas, na verdade, contou com a estrategista Ariadne, filha do Rei Minos, que deu ao guerreiro um rolo de barbante e, disse que ele deveria desenrolá-lo desde a entrada no labirinto para auxiliar sua saída. Tendo ouvido os sábios conselhos da princesa, Teseu matou o Minotauro, saiu do labirinto e de quebra, casou-se com Ariadne.
Traçando um parâmetro entre a mitologia grega e o mundo corporativo, quantos "guerreiros" empresas, profissionais, colaboradores, etc tiveram e têm que "morrer", até que dêem ouvido a sua "estrategista"? No mundo corporativo não basta ter só a "força" produtos, serviços e mão- de- obra é preciso ter uma estratégia para direcioná-lo ao alcance de seus objetivos mercadológicos.
E qual é essa estratégia? Uma eficiente e eficaz política de comunicação. Primeiro, é importante que o emissor fale uma linguagem que o receptor entenda, e segundo, que ele acredite e confie no emissor, para poder vislumbrar e atingir a saída do labirinto.
Empresários, comerciantes, profissionais, funcionários. A comunicação com seus receptores é a maior das aliadas do mundo corporativo. Por incrível que possa parecer, o primeiro público a quem vocês devem desenvolver uma boa comunicação, é o seu público mais próximo, o público interno: diretores, acionistas, funcionários. É esse público que atua e participa do dia-a-dia de sua empresa, logo você tem um formador de opinião em potencial bem ao seu lado.
Ouvir o que esse público tem a falar, antecipar-se às informações, aos boatos, especulações - que normalmente acabam por arranhar a imagem institucional da empresa-, é obrigação do mundo corporativo. Ainda mais hoje em dia, em tempos de sociedade em rede, que ser bem ou mal falado toma uma proporção gigantesca e atinge um número incalculável de pessoas.
Ao mesmo tempo, deve-se alinhavar e desenvolver, uma comunicação com o outro público, o externo: mídia, fornecedores, parceiros, consumidores/clientes e a comunidade onde está inserido, com linguagem própria para eles, mas com o mesmo contéudo e objetivo de informação corporativa.
Entendam por comunicação, não só propaganda e marketing, mas a comunicação não verbal que sua empresa utiliza com o público, a forma com que relaciona-se com ele. A empresa pode ter um design moderníssimo na sua fachada, equipamentos caríssimos, mas um pessoal mal-treinado e insatisfeito que atende muito mal ao seu cliente/consumidor. Você mesmo que está lendo esse artigo, aposto que alguma vez na vida, já foi maltratado ou mal atendido em lojas, empresas ou prestadores de serviços.
Não basta ter uma embalagem bonita, seu produto/serviço tem que ser bom, ter credibilidade e estar presente na mente do cliente, quando ele manifestar interesse de compra.
Principalmente, sua empresa deve ter o famoso "jogo de cintura" e muito interesse em relacionamento para administrar crises de relacionamento com esses públicos.
Apesar de muita evolução esse ainda é caso de algumas empresas. A responsabilidade de tornar-se um boato ou mito no mundo corporativo está somente nas estratégias e ações.
Empresas devem pensar mil vezes antes de menosprezar seu público. Embora não pareça para algumas, é a empresa que precisa dele.
Esteja atento aos "labirintos" e "minotauros" de sua corporação. Isso inclui também você, colaborador interno e externo, que não faz sua parte no desenrolar do "barbante".
O Fórum A Bordo da Web 2.0 Corporativa foi realizado por nós, marinheiras e marinho do A Bordo da Comunicação, com o propósito de reunir e propagar leitores. Para discutir o tema o fórum teve a presença de 4 palestrantes » Gil Giardelli; Carolina Terra; Mauro Segura e Lígia Dutra.
O Fórum foi realizado na Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado. E teve como patrocinadores a Editora Summus, Editora Saraiva e a Universidade Metodista de São Paulo. Tiveram presente no fórum 105 pessoas.
Dando início ao Fórum o palestrante Gil Giardelli, com fala sobre: “O que significa inovação digital?”
Temos muito que acompanhar: canais de televisão, blogs, jornais, twitter, como fazer isso?
Gil Giardelli nos mostrar alguns exemplos de como inovar no ciberespaço.
Explica ainda que na internet termos 4 C´s:
Conteúdo
Colaboração
Comunidade
Comércio.
Temos que ter em mente: “somos o que compartilhamos”.
Somente 1% das pessoas conectadas produzem conteúdo, 4% replicam e 95%, apenas observam.
Gil deixa claro - e nós da Equipe do A Bordo da Comunicação enfatizamos – gere conteúdo, escreva, não quer fazer um blog? Mande para o A Bordo ou outros blogs com os quais você se identifique que aceitem textos colaborativos e o seu conteúdo será publicado.
Neste momento, Gil solicita aos participantes que levantem a mão os que já baixaram música pela internet – 90% dos presentes levantaram a mão, junto com mais 450 milhões de “meliantes” que roubam música da internet. É crime, mas não estamos errados, é hora de mudar as leis.
A internet deu tão certo porque trouxe aquilo que a realidade já não conseguia nos oferecer: tempo e espaço para nos comunicarmos e termos autonomia.
As empresas não podem ter mais a percepção de bombardear os consumidores. Somos pessoas, não consumidores.
Temos que saber usar o ciberespaço – não desmerecendo, mas um técnico de futebol ter 1.358.735 seguidores no twitter, enquanto o Fora Sarney tem 13.037, é não saber o que queremos.
A Rainha da Inglaterra soube entrar na inovação. Sabia que o canal real as pessoas não estavam mais assistindo, perguntou para onde as pessoas estavam indo, ficou sabendo que era o Youtube. E lá ela tem um canal real.
Isso são só alguns exemplos do que é a inovação digital. “Hoje o que manda é conteúdo e não mais a forma e o meio que ele é transmitido”.
“No século passado, uma pessoa atingia 7 outras ao compartilhar. Hoje, uma pessoa é capaz de atingir 1.700, ou seja, você é o que compartilha”.
A palestra do Gil é rica em informações. Ele falou de diversas redes, desde o Livemocha - Índios Online (criada por índios após a Campus Party), ao Enjoei,
A excelente apresentação de Gil Giardelli está disponível em:
http://www.slideshare.net/gilgiardelli
Em seguida, a palestrante Carolina Terra falou sobre: “Blogs corporativos e mídias sociais: novos olhares sobre o que sabemos de comunicação”.
Carol trouxe muitos exemplos de redes sociais no Brasil.
Antes de qualquer coisa vale a pena conferir o primeiro vídeo que ela passou, trazendo alguns números da internet.
O vídeo já nos deixa bem claro o quanto tudo foi modificado.
A Pesquisadora, Carol Terra, fala sobre as marcas que estão sendo atacadas todo o tempo. Estão se preocupando até em colocar fontes nos anúncios para não terem problemas com cobranças, ou acharem algum tipo de ‘plágio’. As empresas estão sendo totalmente minuciosas com a chegada das redes sociais.
No caso, por exemplo da Uniban, há um vídeo, "a queda da uniban"- paródia com 'Hitler' sobre o caso ocorrido no de outubro do ano passado com a aluna Geyse Arruda.
Será muito difícil a Universidade se livrar desta imagem que foi atrelada a ela.
O usuário virou mídia, as empresas devem tomar cuidado com o que gera e este vídeo expressa (ou demonstra) muito bem isso.
Carol foca a palestra em blogs corporativos.
Por que os blogs se destacam em relação aos meios tradicionais de comunicação? Velocidade e Interatividade.
“Os blogs corporativos que não permitem comentários ela sente informar são somente um site! Blogs têm que permitir interatividade, construção colaborativa!
Mas existem desvantagens de ter um blog corporativo como a geração de conteúdo ofensivo, ausência de controle e filtros.
O terceiro palestrante foi Mauro Segura, que apresentou o Case “IBM do Brasil na inserção no mundo colaborativo”.
A IBM começou a investir nesse segmento em 2005, quando poucas organizações tinham esta preocupação.
Mauro mostrou dados da empresa. E mostrou como uma empresa deve pensar ao entrar no mundo colaborativo.
Ele explica na pirâmide, que a empresa deve escalar para chegar a excelência e entrar na WEB.
Tudo começa pela cultura da organização, é a base, todos devem saber da importância de colocar a empresa nas redes sociais e outros.
Depois é controlar o caos da abertura para o uso de redes sociais nas organizações. Trabalhar com a colaboração de todos os funcionários, principalmente da alta hierarquia. Ter a ciência de onde entrar, em quais comunidades pode ser explorada a marca. E por fim o conhecimento de todo o tipo de inovação e do seu público.
Isso é a descentralização da comunicação, o fenômeno dos 5 C’s dentro das organizações.
Qualquer ambiente colaborativo, liberado - acesso às redes - para as empresas é caótico e muitas delas acham que as controlam ao bloqueá-las, mas conversas de corredor podem ser muito mais "perigosas".
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Melbourne. Mostra que os funcionários que usam redes sociais no trabalho são 9% mais produtivos que aqueles que não usam!
A quarta e última palestrante foi Lígia Dutra, que falou sobre sua especialidade – E-commerce e redes sociais.
Lígia começou falando sobre o que é comércio e comércio eletrônico, pedindo sugestões da platéia, pois muitos pensam que o e-commerce é somente a venda pela internet, sendo que isso é somente a ponta do iceberg. Também explicou as diferenças entre loja virtual e loja física. Uma palestra bastante interativa.
Para finalizar, Lígia explicou como funciona a byMK, empresa de moda pela qual ela é responsável. Os usuários da rede podem criar diversos looks por meio de peças disponibilizadas por empresas parceiras, sendo que estas mesmas peças podem ser adquiridas posteriormente, também pela internet. O site é um sucesso.
O Fórum foi um sucesso. Grandes profissionais palestrando, platéia foi interativa e participativa, houve cobertura do fórum pelo twitter. Fiquem atentos, pois o segundo fórum já está sendo programado.
Reflexões e devaneios sobre mercado em primeira pessoa
Este cenário globalizado em que vivemos nos impõe a prática de vários saberes. Isso é fato. Domínio de vários idiomas, domínio do pacote Office (que já não é mais suficiente), conhecimentos gerais, são apenas alguns exemplos do quanto de informações temos que carregar conosco para o ingresso no mercado de trabalho.
A oferta de profissões pelas academias e a demanda do próprio mercado são determinantes para a formação do “Profissional do Futuro”. Lembro-me quando me orientaram a fazer um curso de computação porque a oferta de trabalho era grande e não se tinha profissionais suficientes. Mas, ao mesmo tempo queria ser músico, tinha a ingênua pretensão de contribuir com minhas experiências para um mundo melhor.
De repente me vejo cursando Relações Públicas, ou melhor, Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas e, somente depois de quatro anos de curso, percebo que o papel dessa profissão vai muito mais além dos conceitos apreendidos na universidade. Sempre ouvia lamentos de estudantes e profissionais frustrados dizendo que não havia mercado para RP´S. Isso ainda pode ser uma realidade, mas somente ainda.
O Brasil realmente é um país paradoxal, enquanto algumas profissões foram extintas, em decorrência das transformações, avanços tecnológicos e econômicos, outras aparentemente sem função mercadológica surgem para atender demandas da sociedade, como por exemplo, Caciques a pedido das populações indígenas e/ou mães-de-santo e pajés, que passaram a integrar a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) desde 2002 pelo Ministério do Trabalho.
Durante todo o curso aprendi e aprendemos que determinados espaços devem ser ocupados por profissionais que tenham formação em Relações Públicas, mas, quando se está ou se entra no mercado, as coisas mudam completamente. Novas exigências surgem como critério de permanência no mercado. Ou seja, aquele curso de informática que não queria, ou tinha resistência em fazer, agora era extremamente necessário.
Quando falamos em comunicação, falamos de uma infinidade de possibilidades e, que muitas vezes, estão fora do universo comunicacional. Entretanto, inevitavelmente fazemos referência aos veículos de comunicação, como se a comunicação enquanto prática se restringisse apenas as mídias TV, Rádio, Internet, jornal. Mas ao tomarmos essa “prática” como regra, corremos o sério risco de minimizar e reduzir a comunicação a níveis de simplicidade muito fundamentais, pois assim elas ganham um direcionamento mais mecanicista.
Qual a essência das Relações Públicas, se ela se apropria das outras ciências humanas como sociologia, filosofia, antropologia, psicologia, arte, tecnologia para construir seus conceitos? Afirmar que tal profissão é resultante de um processo seria imaturo, mas concordar que é resultado de um conjunto de acontecimentos é reconhecer que tem muito a agregar e aprender.
Ao afirmar que as relações públicas se constituíram tendo como objeto de estudo o indivíduo, automaticamente afirmamos que nas organizações é necessária a presença dessa prática “mais humana”, lançando outro olhar aos velhos modelos de relacionamento e comunicação adotados.
Para isso, sobretudo o profissional de relações públicas precisa sair da sua “bolha comunicativa”, em que nos limitamos apenas a aplicar as práticas de técnicas comunicacionais e vislumbrar novos horizontes, aqueles mesmo que tomamos para si quando começamos a nossa formação, sociologia, filosofia, antropologia, psicologia, arte, tecnologia, tão vigentes como nunca.
Vocês já pararam pra pensar o quanto a influência de uma pessoa pode mudar o rumo das coisas? Oprah Winfrey é uma dessas pessoas. Segundo a Forbes, em 2008 ela foi considerada a celebridade mais rica e poderosa do mundo e em 2009 ocupou a 2ª posição.
Oprah é uma apresentadora que cativa há duas décadas a audiência nos Estados Unidos, com o seu carisma e inteligência. Ganhou recentemente US$ 260 milhões, à frente de seu império de produção na TV e edição de revistas, não podemos esquecer o site que é puro sucesso de visitas e mensagens.
Recentemente o filme Preciosa - Uma História de Esperança (Precious) concorreu a 6 Oscars e levou pra casa 2 estatuetas, sem contar nos inúmeros prêmios que o filme já levou.
Preciosa é completamente independente, provavelmente não teria arrecado os mais de 50 milhões de dólares, se não fosse por um detalhe: a produção executiva foi bancada pela poderosa Oprah Winfrey. Não vou tirar os méritos do filme, mas sem o apoio da Oprah ele não teria chegado chegado ao Oscar.
A atriz Mo'Nique tem talento de sobra, muitos atores têm, mas o que fez ela ganhar o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante foi ao fato da atuação dela ter ganhado visibilidade, esse foi o grande diferencial. Se filme não contasse com toda a campanha da poderosa Oprah, com certeza a atuação dela passaria despercebida pela acadêmia. Mo'Nique não precisa de publicidade para mostrar o seu talento, mas o filme precisa.
A Oprah tem um público particular e fiel. Tudo que ela toca vende como água, qualquer livro que ela divulgue no seu Book Club vira um Best Seller. Quem não quer ela como madrinha?
Hoje tudo é baseado em puro marketing. No dia 20 de novembro de 2009, Oprah Winfrey anunciou e confirmou o fim do seu programa para 2011, depois de mais de vinte anos no ar! Um anúncio desses com certeza é pensado várias e várias vezes, por exemplo quais pessoas ela estaria entrevistado naquele dia? Uma dessas pessoas era simplesmente a Gabourey "Gabby" Sidibe, mas que coincidência!
Após o fim do seu programa, Oprah dedicará mais tempo ao seu canal de TV: "The Oprah Winfrey Network" e um dos principais anúncios esses dias foi a compra dos direitos de transmissão do filme... Preciosa!
Marketing não vende, ele estimula a compra! Oprah Winfrey é a pura representação do Marketing, ela não é somente a capa, como também é a revista inteira!
Coloquei este exemplo da Oprah e com Filme Preciosa, pois sou uma cinéfila, mas hoje o que vem mais crescendo no mundo do entretenimento são esses padrinhos e madrinhas. Outro grande exemplo é o pequeno Justin Bibier, que tem o apoio full time do Usher. Por isso, volto a minha pergunta inicial: Quanto vale uma indicação?
A nossa Web 2.0 é praticamente baseada em indicações, por que não explorar isso offline?
Frequentemente o uso de ferramentas da web 2.0 torna-se cada vez mais familiar entre os grupos de pessoas, e novas maneiras de se relacionar ganham a vez dentro e fora das empresas. Partindo deste princípio, líderes e altos executivos de todo mundo estão apostando nos blogs para estreitar a comunicação entre seus stakeholders e também entre seus departamentos.
É por isso que dando sequência em nossa série sobre Blogs Corporativos, falarei neste post sobre blogs corporativos de lideranças: o que são, quais as principais vantagens, alguns cases e como as Relações Públicas podem contribuir para o sucesso destas iniciativas.
Um blog de liderança, quando focado no cliente interno, permite um diálogo organizado entre o topo da corporação e seus profissionais, sendo um canal de comunicação transparente e rápido. Nele a vez de falar não é só da liderança, mas também dos funcionários, que por meio dos comentários mantém o diálogo aquecido e enriquecedor.
Esse diálogo favorece a colaboração em todos os níveis hierárquicos, o que no meu ponto de vista, é um dos maiores benefícios deste tipo de blog. Isto porque a partir do rompimento das barreiras hierárquicas na comunicação, surge a expressão do potencial intelectual interno.
Essa expressão fica evidente quando soluções inesperadas são apontadas, quando vem a tona novas idéias para suprir antigas necessidades, e ainda quando surgem sugestões de adaptações em produtos que favorecem sua competitividade, bem como a idealização de novos produtos a partir de uma simples conversa no blog. E melhor, tudo registrado e consolidado em uma espécie biblioteca interna.
Eu acredito que os blogs corporativos de lideranças cabem a maioria dos gestores, inclusive para os que tem equipes distantes geograficamente, como também para um gerente de vendas que precisa constantemente se comunicar, engajar e motivar o seu time de vendedores. Todavia os blogs de lideranças, muitas vezes são personificados como um blog do presidente como veremos a seguir.
Um bom case de blog do presidente, é o do comandante David Barioni, presidente da TAM. Nele, o executivo mantém um diálogo com os seus 24 mil colaboradores, conta como é o dia-a-dia de um presidente e publica sua agenda de compromissos para que os colaboradores saibam como é o seu seu dia-a-dia. Para saber mais sobre este caso, vejam “Presidente da TAM cria blog para se comunicar com funcionários”, publicado pelo Idéia 2.0.
A pergunta que não cala é como ele consegue tempo para escrever no blog e ler os comentários? Na minha opinião como se trata de um blog interno, os colaboradores da TAM certamente sabem identificar se a mensagem é maquiada e se assim for, o blog não conseguiria sustentação necessária para atingir seus objetivos.
Por outro lado, não é segredo que os executivos possuem disponibilidade escassa e aí entra o estabelecimento de governança e boas práticas no blog de liderança. Quanto a governança, vale ressaltar que ela deve estar afinada com a agenda do presidente, deixando claro aos colaboradores a política de uso. Quanto as boas práticas é importante considerar as básicas:
• o post deve ser pequeno, contendo de dois à cinco parágrafos no máximo
• contar histórias da liderança traçando um paralelo com alguma situação atual na corporação
• e sobretudo: apresentar estilo de escrita pessoal
Essa idéia de pessoalidade pode aproximar o colaborador e o presidente, aumentar os casos de admiração, extinguir mitos e levar os colaboradores ao registro de comentários.
Para que esse tipo de projeto possa ser assertivo, o planejamento deve levar em conta o trabalho de relações públicas em parceria com a área de pessoas. Muitas vezes a implementação de um blog de liderança impacta na cultura organizacional e nos hábitos dos colaboradores. Estes precisam ser preparados para receber a ferramenta e participar sem receios com seus comentários.
O mesmo eu diria quanto ao preparo do executivo ou gestor de equipe que será o dono do blog, afinal ele necessita conhecer bem as boas práticas e participar da definição da governança a ser estabelecida.
Existem outros exemplos de blogs corporativos de lideranças mas que são voltados também para os stakeholders, como podemos ver no blog do vice-presidente da Boeing, Randy Tinseth. Neste blog, ele dialoga com o público externo e nesse caso a moderação exerce um papel fundamental, porque o blog é visualizado em toda web o que impacta diretamente em branding. Outros dois exemplos de blogs que seguem esta linha são o blog de Ross Mayfield presidente da Socialtext e o John Dragons Blog do diretor de marketing da Novell.
O que vocês acham desse tema? Quais outros blogs corporativos de liderança brasileiros vocês conhecem?
No próximo post, vamos continuar nosso bate papo falando sobre blogs corporativos de mercado.
A comunicação tem um papel fundamental na integração entre a matriz da organização e suas filiais estrangeiras. É preciso seguir os valores e as diretrizes da matriz e ao mesmo tempo integrar a cultura local aos processos da organização.
Para isso as organizações brasileiras investem em pesquisas para conhecer os hábitos e a cultura de cada país em que irá inaugurar suas operações. Um exemplo é a Vale que, em Moçambique, “realizou uma pesquisas para levantar e mapear os símbolos sagrados da região, a fim de lhes dar um tratamento adequado e respeitar sua importância para a população.” (Revista Valor Setorial – “Aptidão para falar a mesma língua”)
A Petrobras realiza pesquisas sobre a cultura, atitudes e perfil não apenas dos consumidores, mas também de toda a população. Para evitar más interpretações, “a companhia realiza pesquisas e análises em relação a nomes, marcas, slogans ou quaisquer termos que possam ser mal interpretados”. A organização utiliza a comunicação como mediadora para evitar confrontos e choques culturais.
A Votorantin, também outro grande exemplo, ao adquirir uma siderúrgica na Colômbia, ampliou seu canal de comunicação investindo no diálogo face a face entre o presidente e os líderes locais com o intuito de aumentar a “sensação de pertencer à empresa”. Uma maneira de se discutir objetivos e traçar estratégicas.
“O maior erro quando se trata de começar atividades em outro local é quere colonizar a empresa adquirida” afirma a gerente-geral de marca e comunicação corporativa do grupo Votorantim Malu Weber, para a Revista Valor Setorial – “A mesma marca em culturas distintas”
O relacionamento com a imprensa também é muito importante.
Em cada país, os jornalistas seguem um paradigma diferente: os latino-americanos são mais impulsivos e emocionais, já os norte-americanos são mais pragmáticos e os franceses são mais investigativos. Estes querem se aprofundar em diversos aspectos como, por exemplo, se a empresa Natura utiliza ingredientes em seus cosméticos que estão banidos na Europa, mas ainda não na América Latina.
Podemos citar um grande erro da ONG WWF que contratou a agência DM9 para elaborar uma propaganda de preservação da natureza. O problema é que a DM9 utilizou o atentado de 11 de Setembro, ocorrido nos EUA, em comparação ao Tsunami, fenômeno natural que não tem ligação com o atentado terrorista. O texto do vídeo diz: “O tsunami matou cem vezes mais pessoas do que o 11 de Setembro. O planeta é brutalmente poderoso. Respeite. Preserve.”
A Propaganda foi veiculada primeiramente aqui no Brasil, que não apresentou nenhuma rejeição. Mas, quando veiculada nos Estados Unidos, local em que milhares de pessoas perderam entes queridos, o vídeo se transformou em uma ofensa e foi muito criticado.
Para se realizar uma propaganda para uma ONG mundial como a WWF, precisa-se realizar uma grande pesquisa e deve-se adequar a propaganda ao país em que a organização irá veicular a campanha. Assista ao vídeo:
Portanto, é necessário atenção aos mínimos detalhes, saber gerenciar a comunicação de maneira que esta facilite o alinhamento das diretrizes e estratégias entre as diversas empresas da companhia, perceber as diferenças entre os diversos países seus cidadãos, saber respeitá-las e adequar seus planos a cada um.
Enquanto existir Publicidade e Propaganda, existirá esse conflito entre a liberdade para criar e necessidade de não ferir a ética.
Já houve alguns casos de propagandas que foram tiradas de veiculação, exemplos recentes que podemos citar é o a da “vovó da Havaianas” e, o que vem repercutindo muito na mídia que é o famoso caso da Devassa.
Nessa campanha, a Nova Schin fez um comercial misterioso que interagia com a internet, no caso o Twitter. Quanto mais fosse utilizada a tag #bemmisteriosa, mais rápido seria revelada a identidade da loira misteriosa do comercial.
Estratégia interessante, se não tivessem descoberto antes do previsto quem era a tal garota, mas enfim, o que quero tratar aqui é a proibição do comercial em questão.
Houve muitas críticas ao CONAR - Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária -, porém, por mais que digam que o órgão foi muito radical e “blá, blá, blá”, devemos entender que já havia algo estabelecido para se produzir uma peça publicitária de cerveja e a Schin a desobedeceu.
Como diz o nosso querido comentarista de futebol Arnaldo Cézar Coelho, a regra é clara! Segue o parágrafo do Código de Ética Publicitária onde fala exatamente aquilo que a Schin não deveria ter feito:
a. eventuais apelos à sensualidade não constituirão o principal conteúdo da mensagem; modelos publicitários jamais serão tratados como objeto sexual. ANEXO "P" - CERVEJAS E VINHOS
Após toda essa polemica, entrou no ar o comercial obediente ao Código de ética que, em minha opinião, foi muito inteligente ao utilizar uma dose de sarcasmo ao colocar a tarja no desenho do rótulo da cerveja.
Como aspirante à publicitária, é claro que eu gostaria de viver em uma sociedade com mais liberdade para veicular aquilo que me desse na telha.
É claro também que eu concordo com os comentários de muitas pessoas ao dizer que o comercial com a Paris Hilton foi muito menos sensual do que muitas cenas de novelas, mas, já que existem regras pré-estabelecidas, não resta outra saída a não ser gastar até nosso ultimo neurônio para encontrar uma maneira criativa de agradar o CONAR e, principalmente o consumidor.
Brasília há algum tempo, desenvolveu um projeto cultural em comemoração aos seus 50 anos que se realizará no próximo dia 21 de abril. Nos últimos meses, dentro de tanta polêmica no atual governo, essa tal celebração de aniversário se tornou algo totalmente diferente da proposta original. Artistas antes almejados decidiram não participar dos eventos para não serem vinculados aos escândalos da cidade.
Warren Buffet, considerado um dos homens mais ricos na última década disse certa vez - "São necessários 20 anos para construir uma reputação e cinco minutos para destruí-la". Afinal, o que a torna tão forte em sua presença, e tão sensível a qualquer atrito?
Na era da informação, a sociedade online está cada vez mais exposta para o bem e para o mal, modificando assim as relações entre os públicos e suas entidades e organizações. Hoje ser conhecido não basta, mas sim respeitado. Zelar pela reputação, mantendo a confiança é um dos maiores desafios atualmente.
Eventos como esse da capital federal, balançam a credibilidade e a confiabilidade do público diante da organização governamental, mudando a percepção das pessoas e deixando uma imagem ruim projetada em suas memórias. São nesses momentos que percebemos o quanto o profissional de comunicação é necessário para o gerenciamento de crises.
Os conceitos agregados a uma imagem são mais influentes do que os fatos gerados, assim é normal entender o porquê da desvalorização da comemoração do cinquentenário de Brasília se esta for vinculada à imagem do atual governador da cidade. Um abalo de reputação nunca é questionado por uma dúvida, e sim por uma certeza.
Em tempos de crise, o poder da imagem nada mais é do que a expressão simbólica da soma do poder de reputação, da capacidade de articulação social, da rede de contatos e do planejamento. Esse poder é, então, decisivo para o significado do impacto dos fatos, tendo em vista que a percepção é cada vez mais provocada por um contingente crescente de estímulos e informações que medem a visão do telespectador e das consequências que trazem consigo.
O olhar do público é que determina as coisas como elas são. São os valores individuais e coletivos que dão esse significado a uma imagem. Com a atual sociedade midiática, o acúmulo de informação na rede e a fácil acessibilidade a qualquer acontecimento, tornou-se mais difícil associar valores positivos a essa significação em um mundo tão crítico e em constante mudança. Este bombardeamento de informação causa uma grande desconfiança, transformando a reputação em campo minado.
Um novo ponto de equilíbrio deve ser encontrado, ajustando-se a sensibilidade aos novos condicionamentos, pois nos tempos da convergência e da interatividade as falhas chegam muito mais longe, de maneira muito mais rápida implicando um estrago em escala muito maior. Não basta apenas pensar em ações com sucesso e na sua repercussão, mas sim admitir que a qualquer momento essa situação pode ruir e toda a situação pode se alterar.
O profissional de relações públicas é essencial para gerenciar as relações e divulgar informações críveis que mantenham laços estreitos com seus públicos. É necessário buscar o melhor posicionamento possível diante dos fatos, pois o simbolismo agregado a situação pode-se tornar um meio de correção dos fatos posteriormente. O caráter simbólico visto a partir de novos valores, pode assumir novos significados, e em crises de imagem é o objetivo essencial do comunicador.
Estabelecer a verdade como pilar de sustentação é fundamental para o desfecho dessas situações. Nas crises de imagem, a transparência deve ser aliada ao processo de evolução, onde as vítimas principais não são os políticos envolvidos, mas a população que sofre a repercussão, não só dos erros, mas também da reputação da cidade.
A falta de políticas públicas, que realmente priorizam a sociedade, fere tanto a imagem dos brasilienses, quanto a do país. Em meio a uma grande celebração, devemos priorizar a consciência pela realidade, necessidade de crescimento e novas conquistas. São 50 anos de capital federal e não 50 anos de corrupção. Há muito que se comemorar. Que a crise e a prisão do governador inspirem a necessária reconstrução da imagem da capital federal, que, mesmo em tempo de festividade teve a dignidade de se expor na busca de uma história mais honesta.
A história da música nos prova que desde seus primórdios esteve presente na sociedade, sobretudo na sociedade cristã. Dos tambores africanos aos cantos gregorianos, a música é um meio, ou melhor, um veículo de comunicação.
Sob essa perspectiva ela, por si só, é uma ação de comunicação. Apesar de essa afirmativa parecer comum, acredito que também devamos lançar luz sobre a complexidade do conteúdo, não apenas como produto comerciável de manifestações culturais de diferentes sociedades.
Em nossa sociedade (brasileira), como em tantas outras, a música tem em sua atividade-fim o entretenimento. Mas, em uma sociedade e um país tão musical (tropical) como o Brasil, é necessário que se vá mais além do que os veículos de comunicação convencionais nos ofertam.
“... A de amor, B de baixinho, C de coração, D de dedinho..., ou ainda, “...seu miguinho, seu vizinho, pai de todos, fura bolo e mata piolho, onde estão, eles se saúdam e se vão...” Quem se lembra dessas músicas? Elas seguramente fizeram parte dos processos de alfabetização de várias crianças da minha e da sua geração.
Do outro lado do oceano, no continente africano, os processos comunicativo/educativo, se desenvolvem de outra maneira. Quando Filomeno Lopes nasceu em uma das pequenas tribos da Guiné-Bissau, tambores rufaram na comunidade para anunciar que uma nova vida surgia. E ainda, quando sua mãe confirmou a gravidez, toda comunidade produziu música (som) para celebrar a boa nova. Na Europa, a gaita de fole quando tocada, representa auditivamente a morte de alguém. E assim se estabelece os processos comunicativos em determinadas sociedades.
No Mutirão de Comunicação América Latina e Caribe realizado no último dia 03 e 07 de fevereiro na PUCRS, em que se trataram, entre outras questões, os processos de comunicação e cultura solidária, a temática ficou muito na esfera teórica, deliberativa e nada propositiva. E, segundo Filomeno, a igreja trata a música como algo cartesianamente programável. Doutor em filosofia e representante da rádio Vaticano, Filomeno, debateu, dentro da oficina Comunicação e Música numa perspectiva conciliatória dentro de uma cultura solidária ministrada por mim, Danilo Marinho e Bruno Rufino, a importância da música para a sociedade contemporânea.
Uma das questões debatidas na oficina foi a música como produto cartesianamente programável, sem possibilidade de mudança ou transformação. Isso nos levou a refletir: De que música estamos falando? Como podemos utilizar a música no ambiente de trabalho.
Se a música faz parte da construção dos processos de comunicação na condição de veículo ou até mesmo meio de comunicação, que tal se olharmos a música como parte integrante como sujeito mediador de relacionamentos? Fica aí a sugestão!
Estima-se que o mercado consumidor brasileiro será o 5º maior do mundo em 2030, de acordo com estudo realizado pela Ernst & Young Brasil e pela FGV. Neste contexto, Alexandro Bernhardt, consultor e conselheiro de multinacionais, considera que uma das maneiras de manipular o mercado é orientando-se através do CNDC – Características Naturais de Decisão do Consumidor.
Proporcionalmente à crescente mudança no mercado de consumo, os estilos de vida alteram de modo a conduzir os consumidores a novas decisões de compra, na medida em que suas necessidades são criadas. Um cliente não é mais aquele que foi delineado meses atrás, em função disso as organizações orientaram suas estratégias de marketing especialmente para o cliente, seja potencial ou real.
Diversos são os fatores que influenciam no comportamento de consumo dos novos compradores, dos quais a maioria sofre mudanças significativas em função do crescimento mercadológico. As mutações podem ser vistas “a olho nu”, e precisam ser revistas e controladas periodicamente através da observação, percepção e pesquisa de mercado. Cito os principais fatores:
• Culturais: exerce uma das mais amplas e profundas influências, pois o profissional de marketing precisa compreender o papel exercido pela cultura, subcultura e classe social do consumidor;
• Sociais – podem ser grupos de referência, família, papéis sociais e posições do consumidor, podendo afetar as reações;
• Pessoais – perfil do consumidor: idade, ocupação, situação financeira, estilo de vida, personalidade e autoestima;
• Psicológicos – podem ser considerados: motivação, percepção, aprendizado, crenças e atitudes.
Percebe-se que é impossível analisar esses fatores isoladamente, tendo em vista as combinações entre elas em um só indivíduo. Por isso, as grandes marcas devem enxergar o consumidor como verdadeiro steckholder, ou seja, parceiro que leva o nome, o ícone, o símbolo: a marca para onde quer que vá. Na comunicação, o consumidor já é considerado uma mídia, e confiável, consequentemente um investidor. E como todo acionista, quer serviços que satisfaçam e resultem em valor.
O consumidor já não é mais lapidado pelo mercado. O mercado é o tapete vermelho das necessidades e desejos de consumo. Os brasileiros ainda engatinham, mas rumo a decidir com os seus próprios pés, e mentes, as suas decisões de compras. Até o ano de 2030, as estratégias mercadológicas estarão por um clique e os consumidores serão ainda mais camaleões.
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