terça-feira, 30 de março de 2010

A Cultura dos 3R’s

Por Daniele Pedace


Ainda na minha saga de post’s das revistas interessantes daqui da empresa - sim, são várias - vou falar agora sobre um que encontrei na revista Neomondo de outubro de 2008.

Hoje as organizações mais competitivas se focam mais nos resultados, acreditando que só resultados positivos e crescentes permitem continuar e expandir os negócios. Mas, dessa forma, deixam de contribuir com o papel de responsabilidade social – o além da geração de empregos e do atendimento ao mercado.

A busca pelo lucro, pela liderança em produtividade e eficiência operacional devem ser os objetivos fundamentais, porém, para aumentar a eficiência destes resultados, devem ser aplicadas outras ferramentas. A maioria destas ferramentas são simples e fáceis de implementar, entre estas ferramentas há a Cultura dos 3R’s:

Reduzir – consumir menos.
Reutilizar – reaproveitar resíduos.
Reciclar – reciclar matérias-primas.

Na adoção da cultura dos 3R’s, estas medidas geram não apenas vantagens para a economia, mas grandes ganhos na qualidade ambiental, tendo reflexo em toda a sociedade.

Mas e agora, como Reduzir?
Reduzir significa economizar de todas as formas possíveis. As empresas podem reduzir através da fabricação de embalagens com menos peso, com menos gasto de energia e de recursos naturais, com menores dimensões ou evitando o desperdício.

E de que maneira Reutilizar?

Significa dar novos usos a materiais já utilizados, voltando a usá-los. A empresa deve produzir embalagens que tenham um segundo destino, como por exemplo: utilizar o verso das folhas de papel escritas só de um lado; frascos vazios de vidro ou plástico e as latas podem servir para guardar objetos; móveis e eletrodomésticos não mais usados na empresa podem ser entregues a instituições de caridade; etc.

E por fim, de que modo Reciclar?

A reciclagem é um processo que converte o lixo descartado em produto semelhante ao inicial. Reciclar é economizar energia, poupar recursos naturais e trazer de volta ao ciclo produtivo o que é jogado fora. Para reciclar, devemos limpar os resíduos, pois não podem estar misturados, nem sujos.
Eco-pontos - os supermercados Extra e Wal Mart possuem coletores para entrega voluntária de todos os materiais recicláveis, inclusive óleo vegetal. Todo o material arrecadado é doado para cooperativas de catadores.

Caixa Verde - o supermercado Pão de Açúcar lançou em 2008 um projeto de reciclagem pré-consumo em 21 lojas de sua rede, para incentivar o cliente a descartar as embalagens de plástico, papelão e papel antes de levar suas compras para casa. Por exemplo, a embalagem da pasta de dente pode ser depositada na caixa verde e o cliente leva apenas o tubo. As doações são voluntárias.

Também as lojas do Boticário disponibilizam uma caixa verde para os clientes devolverem suas embalagens pós-consumo.

Portanto, precisamos realizar um desenvolvimento sustentável, pois "Desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades" (ONU, 1991, Nosso Futuro Comum).

Clique aqui e conheça mais curiosidades de como implantar essa cultura

segunda-feira, 29 de março de 2010

O relacionamento do online para o off-line

Por Cibele Silva




Faz algum tempo que venho pensando neste assunto de relacionamento online e off-line.
Tive o prazer de conhecer muitas pessoas através do twitter, do blog e assim por diante. Depois ouve o relacionamento pessoal.
Para mim muda muita coisa, para outros não mudam em nada a relação quando sai do online e vai para o off-line.

Cito alguns exemplos meus:

Dei continuidade ao A Bordo da Comunicação por conhecer e assistir palestras do Gil Giardelli e da Liliane Ferrari.

Resolvi fazer o fórum do A Bordo depois de assistir uma mesa-redonda com o Marcelo Vitorino no Bate-papo sobre e-commerce da Lígia Dutra.

No último bate-papo sobre e-commerce, no telão atrás dos palestrantes estava aparecendo as TAGs do #bpcommerce, conforme as pessoas tuitavam apareciam algumas perguntas do gênero: “Você está aqui, onde você está? Quero te conhecer” – “Te sigo faz tanto tempo no twitter, não consigo te reconhecer, em que fileira você está?”.

Quando eu estava indo embora perguntaram quem era o ‘menino’ que tuitava pelo @blogabordo. Foram me chamar. Conheci a tal pessoal e recebi uma proposta de parceria.

E qual o motivo de eu estar contando tudo isso?! Simples. Eu fiquei com uma dúvida - Até onde a relação off-line pode interagir e progredir no relacionamento online?

Fui conversar com algumas pessoas.

Para Liliane Ferrari o pessoal tem que corresponder do real e o virtual, às vezes a relação virtual decai naturalmente, mas ela tem uma grande e melhor amiga que conheceu pelo twitter.

Itana Gomes, sócia-diretora da Agência Frente Marketing de Guerrilha, acredita que no nível profissional a linha é ainda mais tênue, as redes sociais são de certo modo uma representação da pessoa física, por este motivo tem aumentado o numero de seleções off-line, para processos de estágios, trainee e etc, mas nunca deixou de existir a entrevista pessoal.
Na visão do Fábio Procópio, estudante de Relações Públicas da UNESP, o online é muito mais uma questão política, cordial. Existe um deslumbramento nesse processo do online, as expectativas são criadas e desmoronadas muito rápido.

Poderia parar com esses três exemplos e falar que tudo é relativo, porém eu queria encontrar alguém que pensasse igual a mim.

Encontrei a Mariana Oliveira, estudante de Relações Públicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Tanto eu quanto ela achamos que a relação fica mais próxima sim.

“Às vezes conhecemos alguém só ‘online’ e quando nos encontramos pessoalmente é como se já tivéssemos uma relação mais próxima, já que você ‘participa’ da vida da pessoa - no Twitter, por exemplo, em que acompanhamos pessoas que dividem seus hábitos e interesses. Quando conheço alguém pessoalmente, a tendência é a relação online ficar mais forte, pois acaba consolidando uma ‘intimidade’ já existente via web", diz Mariana.

Eu acredito muito na interatividade da internet, mas ainda acredito que o ‘pessoal’ pode nos trazer mais benefícios. Desde que quando estamos online, sejamos realmente o que somos off-line.

E no meio desde emaranhado de opiniões, o que você pensa do relacionamento online para o off-line?

sexta-feira, 26 de março de 2010

Opinião pública, interesse público e relações públicas

Por Aline Derenzi

Relações Públicas e o interesse público estão interligados, assim como a opinião pública também se encaixa nesse processo de comprometimento com a sociedade que envolve esses três fenômenos.

Quando falamos em opinião pública vemos que é um assunto que traz muitas controvérsias, pois seu real conceito às vezes não é compreendido.

Opinião pública segundo Cândido Teobaldo é “a área de entendimento comum das pessoas que constituem o público, após ampla discussão da controvérsia levantada, à base de considerações racionais”, ou seja, é o que a maioria da população manifestada de alguma forma argumenta, seja através de manifestações ou até por meio dos veículos de comunicação de massa. Um fenômeno vivo, que está em constante transformação.

E como já dito, junto com a opinião pública temos o interesse público. Mas o que é interesse público?

Temos aqui um fenômeno que não é fácil de definir, pois muitos tem suas teorias. De forma bem simplista, segundo Harwood L. Childs interesse público é “e somente pode ser, aquilo que o público, a opinião da massa, diz que ele é”. Em outras palavras interesse público é o interesse de uma comunidade que pode ser garantido por alguma entidade pública.

Em sua tese Childs afirma que a opinião pública é o fator motivador para o interesse público e questiona se realmente a opinião de massa pode determinar sua pauta.

Levando em consideração que nossos julgamentos e opiniões são os mesmo que o da opinião pública é natural que nossa percepção do interesse público seja coerente á ela. Ninguém melhor do que a própria massa para defender seus interesses.

Em artigo publicado, o Dr. Roberto Fonseca Vieira também afirma que “o interesse público, na realidade atual em que vivemos se transforma em fonte indiscutível de legitimidade. Legitimidade esta que só a opinião pública pode conferir”.

Embora a manipulação da opinião pública ainda exista, os públicos estão mais conscientes, atento e contestadores, ficando assim mais difícil de serem influenciados e seus interesses estão cada vez mais juntos com o da coletividade.

Levando todos esses aspectos para o setor corporativo, temos as organizações, tanto privadas como públicas, que são alvo constante da crítica da opinião pública. Crítica que pode a vir se tornar um interesse público dependendo de sua propagação.

Por isso é fundamental o profissional de Relações Públicas estar sempre atento a essas críticas, pois temos como função administrar o relacionamento entre a organização e seus diversos públicos, a fim de conquistar uma harmonia com o interesse público.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Marketing, redes sociais, comunicação e coisa e tal

Por Gabriel Galvão

Hoje quem comanda a seção 'extras' é o Gabriel Galvão é pernambucano, administrador especializado em marketing, consultor e assessor de marketing, desenvolvedor de blogs e editor do blog Ponto Marketing.



Estamos numa época em que nunca foi tão fácil as pessoas se comunicarem. Nossos avós jamais teriam ideia de que poderíamos falar com dezenas de pessoas ao mesmo tempo sem precisar anunciar na TV ou rádio, ou muito menos subir no alto de um prédio e berrar num megafone. Basta o acesso às novas tecnologias para adentrarmos num mundo revolucionário. E-mail, Skype, MSN e, principalmente, ferramentas em rede como o famoso Twitter, tornam a tarefa da comunicação dinâmica e interativa. O que o marketing tem a ver com isso? Tudo e mais um pouco.

O marketing, como (quase) todos sabem, é o conjunto de ações que vão intermediar a relação da empresa com o mercado. Existem outras definições um tanto sobre a ciência, mas não vamos nos ater a isso agora. O que interessa neste simplório texto é o papel do marketing dentro das formas de comunicação instantâneas, tão faladas e exploradas hoje em dia.

As redes sociais são ferramentas que possibilitam e ampliam de forma nunca antes vista a comunicação de um indivíduo com as pessoas ou as comunidades de seu interesse. O marketing tratou de colocar a empresa na mesma posição do indivíduo e usar tais ferramentas para iniciar e manter uma relação cada vez mais próxima com seus atuais ou futuros clientes. Se um dos componentes do marketing é a comunicação empresarial, nada mais atual e moderno que usar das redes sociais para falar ao consumidor coisas interessantes e que entreguem a ele informações nas quais ele reconheça valor.

Inúmeros são os casos onde empresas inteligentes conseguiram ótimos resultados utilizando estratégias de mídias sociais. Maior ainda é o número de “organizações” que entraram na conversa de pseudo-analistas de mídias sociais e investiram uma grana preta em ações furadas e amadoras. O certo é que cada vez mais as empresas estão entrando nas redes e as conhecendo melhor. A questão dos formatos das estratégias é coisa que vem com o tempo, mais na base da tentativa e erro que no estudo científico. Tenho certeza que dentro de um ou dois anos já existirá uma gama gigante de estratégias para cada tipo de segmento, porte de empresa, região do país, faixa etária e outros aspectos delimitadores.

O marketing plantou boas sementes nas redes. Agora os frutos já estão amadurecendo e o marketing está colhendo resultados e vendo onde errou ou acertou. Novas safras estão por vir, e frutos mais vistosos e suculentos nascerão. Enquanto o marketing estiver caminhando lado a lado com a comunicação, estará fazendo com que as empresas sempre estejam perto de seus clientes.