sábado, 21 de novembro de 2009

Comunicação Interna, uma questão de Sustentabilidade

Por Danilo Marinho

Hoje abordo um tema que antes nunca havia comentado, mas que sempre me chamou atenção: comunicação interna. Ao discorrer sobre essa temática me lembro logo daqueles informativos super personalizados, contendo diversas informações de caráter institucional, cultural, econômico e social.

Não sou contra a esse tipo de abordagem, pelo contrário, é de fundamental importância e totalmente estratégico. Tanto que no último dia 28 de outubro em São Paulo o Seminário de Endomarketing da International Bussines Comunications/IBC debateu as dificuldades de se encontrar o melhor caminho e as melhores ferramentas para obter sucessos em ações internas.

É sabido da maioria dos profissionais de comunicação que, dentro do âmbito corporativo, colaboradores bem informados e motivados tem melhores condições de elevar a organização a um nível de produtividade, inovação e, sobretudo, competitividade dentro do mercado. Mas o que de fato é a comunicação interna? Comunicação Interna, para a conselheira fiscal da Associação Brasileira de Agências de Comunicação/ABRACOM e diretora da Klaumon Forma, Claudia Zanuso, é o sistema de comunicação entre a organização e seu público interno.

Neste ínterim, pressupõe um sistema de mão-dupla estruturado, dinâmico e pró-ativo. Entre os objetivos deste segmento está difundir a visão, a missão e os valores, ampliar e harmonizar o diálogo entre o capital e o trabalho e valorizar o funcionário como importante formador de opinião positiva. “Está mais que na hora de sair da atuação tática, porque nosso trabalho é muito mais de planejamento. É preciso conquistar este espaço”,

Não obstante da nossa realidade o mercado já permite a abertura de nichos de mercado voltados para esse tipo de relacionamento, como a Serifa Comunicação Empresarial que presta serviços em comunicação interna para organizações.

No entanto, a comunicação sempre foi a base dos relacionamentos humanos seja na esfera virtual ou pessoal. Mas, quando se trata de comunicação de grandes empresas, existe uma grande diferença entre a comunicação realizada por elas e as realizadas pelas médias, pequenas e micro empresas.

Mais recentemente as mídias sociais se tornaram grandes aliadas na gestão de relacionamento com o público interno. O portal Comunicação Interna Brasil elenca 10 itens que devem ser considerados quando a tônica é engajar seus colaboradores às estratégias da organização. São eles:

· Comunicar e interagir com os funcionários através de mídias sociais

· Fazer da comunicação interna um ponto-chave para a difusão da estratégia empresarial

· Comunicar-se com diversos tipos de públicos

· Comunicar e engajar internamente a responsabilidade social

· Disseminar a nova cultura organizacional em um processo de aquisição

· Utilizar canais da web para a comunicação em diversas plantas pelo Brasil

· Engajar os colaboradores frente às campanhas de mudanças organizacionais

· Tornar a comunicação interna parceira da área de vendas

· Construir canais simples e funcionais de comunicação

· Fazer a comunicação com o apoio de líderes comunicadores

Tudo isso me levou a refletir em outro ponto bastante relevante para a atualidade: Sustentabilidade. Falar de colaboradores implica, por extensão em falar de comunidade. Isto mesmo! Penso que para se desenvolver estratégias de comunicação voltadas para o público interno, não apenas o interesse organizacional deve ser levado em consideração, mas também aspectos extra-organizacionais como cultura e a realidade sócio-econômica dos seus funcionários. É o capital humano que regeria o planejamento de tais estratégias, partindo de ações isoladas de indivíduos para a coletividade. Os colaboradores estão inseridos socialmente numa comunidade como comenta PONTIEUX:

“Estar socialmente inserido no grupo significa, para o indivíduo, a busca de proveitos materiais e simbólicos e, entre os membros, implica na transformação das relações contingentes (vizinhança, trabalho parentesco), necessárias e escolhidas, implicando obrigações duráveis subjetivamente acompanhadas de sentimento de reconhecimento, respeito e amizade, ou garantidas institucionalmente”. (PONTIEUX, 2006, p. 46).

Comunicar-se com os diversos tipos de públicos é, em sua essência, tratar do desenvolvimento sustentável, isto é, aplicar os princípios da responsabilidade social. Em outras palavras: fazer comunicação interna é desenvolver ações de responsabilidade social. Como já diz alguns autores, responsabilidade social não é apenas plantar algumas árvores, em áreas desmatadas, ou garantir o alimento de crianças carentes. Mas também pagar o salário dos funcionários em dia, cumprir com suas obrigações sociais, políticas, financeiras, culturais e tantas outras. Temas estes sempre abordados em informativos de circulação interna, intranet, jornais, murais, quadro de avisos, ferramentas mais usuais na construção de um diálogo mais eficaz com o público interno.

Portanto, esse ativo vem ganhando mais relevância dentro das organizações como fator determinante, por está baseado na confiança e reciprocidade, premissas básicas para o desenvolvimento de uma cultura organizacional fortalecida através da Comunicação Interna.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Relações Públicas 2.0 - Blogs Corporativos

Por Anamaria Oliveira

Relações Públicas graduada pela PUC-PR e especialista em Marketing pela FGV possui vivência em planejamento, desenvolvimento e coordenação de projetos de marketing como: CRM, internet, endomarketing, eventos e campanhas de incentivo de vendas. Anamaria fez duas participações no A Bordo e hoje está voltando definitivamente, como colaboradora.
Lívia está dentro do maior evento de inovação do país enviando todos os pontos interessantes e suas impressões, através do seu Iphone 3GS, para toda twittosfera e seus quase 4 mil seguidores.

As atualizações feitas no twitter, também são exibidas em seu blog juntamente com seus posts, flickr, suas apresentações do slideshare e suas músicas prediletas do last.fm.
É no blog que ela forma opinião e interage com o seu público.
Ela também é responsável pelo blog corporativo de uma grande consultoria brasileira de comunicação. Neste blog ela gerencia, fortalece e zela pela marca da empresa. Além disso, comunica posições oficiais em tempo real, de forma direta e transparente, dando visibilidade para ações específicas.

Estamos falando de uma Relações Públicas 2.0.
Realidades como essas, são cada vez mais freqüentes e é em cenários assim que as Relações Públicas e Web 2.0 caminham lado a lado.

A cada ano a interatividade na rede vem ganhando mais visibilidade nas empresas e os executivos começam a perceber que isso pode transformar a maneira como as empresas se organizam, são administradas e também, como elas se vendem para o mercado.

Os blogs podem ser utilizados para comunicação externa melhorando o posicionamento de marketing, e para comunicação interna fornecendo de forma rápida o direcionamento estratégico. Alguns estudos apontam que cerca de 34% das empresas já utilizam blogs.

Embora, os benefícios sejam evidentes é importante destacar alguns fatores que levam ao sucesso. “Primeiro de tudo o blog precisa ter vocação, ou seja, nascer para uma missão. Por exemplo, se a intenção for zelar pela imagem, fortalecer a marca ou fornecer posições oficiais da empresa, temos aí a vocação de Relacionamento bem definida. Para esta vocação teremos um plano de governança e boas práticas específicas”, afirma o consultor de portais corporativos Marcos Daniel Goes, da ESAT - Soluções em Alta Tecnologia.

Levando em conta estes fatores de sucesso, alguns estudos consideram 3 grandes vocações: relacionamento, colaboração e comunicação. Baseado nessas vocações temos vários tipos de blogs, entre eles:

· Blog de Relações Públicas;

· Blog como Comunidade Temática;

· Blog de Serviço ao Consumidor;

· Blog de Liderança;

· Blog de Mercado;

· Blog de Promoção de Produtos;

· Blog para Desenvolvimento de Produtos;

· Blog para Gestão de Projetos.


No mercado de Relações Públicas podemos atuar com maestria nos blogs de relacionamento, pois ele possui a maior capilaridade na relação entre públicos, desde colaboradores aos concorrentes, passando por acionistas, clientes, imprensa, entre outros. Isso permite ao RP atuar no seu grande desafio de zelar pela boa imagem da empresa onde atua, no que figura a sua performance em gestão de crises.


Veremos nos próximos posts a importância de cada vez mais as Relações Públicas liderarem projetos de Blogs, sobretudo quando as fases de consultoria e de tecnologia da informação terminam. Nesse momento o trabalho do RP passa a ser vital para que os objetivos estratégicos do blog sejam alcançados.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Relações Públicas em Portugal

Por Bruno Amaral, Relações Públicas em Lisboa/Portugual

Foi criada uma seção aqui no A Bordo chamada 'Relações Públicas no Brasil' com o propósito de mostrar como a profissão é valorizada no país, porém hoje resolvemos fazer diferente. A abordagem será sobre 'Relações Públicas Internacional'. Esperamos que gostem da 'edição especial' escrita por Bruno Amaral que é profissional de Relações Públicas, ele estuda e pratica no campo desde 2005, não apenas focado na criação de estratégias que funcionam, mas também para entender o porquê das estratégias de trabalho. Olhando sempre para fornecer informações e orientações sobre quais ferramentas utilizar, para que fins e com que mensagens. É mediador dos blogs Strategy and Public Relations e Relações Públicas.



Falar de relações públicas em Portugal é falar de uma profissão que ainda não está devidamente representada por uma Associação Profissional. Por essa razão, ainda existe alguma confusão sobre o que é ser relações-públicas.

E se por um lado a falta de legislação facilita a entrada na profissão, pelo outro dilui a presença de profissionais com a formação adequada e que seguem os códigos de ética e deontologia com a determinação devida.

No entanto este panorama tem vindo a mudar aos poucos. Com o salto para a Web e o aparecimento de blogs, os profissionais têm vindo a aumentar o debate sobre a profissão, sobre o que constitui o dia a dia de um relações-públicas, quer se trate de public affairs, comunicação online, assessoria de imprensa, comunicação de interesse público ou qualquer outra área da profissão.

Ao observar os blogs de comunicação, facilmente notamos que o diálogo em torno da profissão surge mais entre os profissionais de agências do que entre profissionais de gabinetes de comunicação, devidamente enquadrados nas estruturas da organização. Aqui surge um perigo, que se comece a pensar que se trata de uma disciplina à qual só pode recorrer quem tem os recursos para contratar uma agência de comunicação. Não é o caso.

Pelos contactos que tenho feito no decorrer do mestrado de gestão estratégica e relações públicas da ESCS, notei que existem excelentes profissionais que sempre trabalharam em departamentos de comunicação. Infelizmente o seu trabalho nem sempre tem o reconhecimento que merece dentro e fora da organização.

No lado dos estudantes, a entrada no mercado de trabalho também não se trata de algo propriamente fácil. Se por um lado os gabinetes de comunicação estão num periodo de evolução relativamente estável, pelo outro isso significa que têm menos necessidade de empregar em recém-licenciados. Resta por isso recorrer às agências, onde a entrada está condicionada à realização de um estágio.

As condições para a realização de um estágio nem sempre são as melhores. A grande maioria das agências não oferece estágios remunerados, cobrindo apenas os custos de deslocação e esperando que sejam feitas horas extraordinárias.

O panorama tornou-se de tal modo grave que um website dedicado a publicar anuncios de emprego na area da comunicação proclamou que iria deixar de publicar anúncios referentes a este género de estágios não remunerados, por serem ilegais em Portugal.

Existem no entanto agências que fogem a esta regra, é preciso mencionar isto. Infelizmente estes bons exemplos são pouco conhecidos. No meu caso, o estágio que realizei com a Ogilvy Public Relations em Lisboa foi remunerado. Tive sorte, porque de facto a maioria das agências opta pelo caminho mais fácil e inegavelmente mais rentável.

Mas o trabalho das agências é também a face mais visivel da profissão em portugal. Quer seja porque os seus profissionais recorrem a blogs para estimular o dialogo e fazer ouvir a mais valia da disciplina, quer seja porque são elas que mais interagem com as publicações do meio (Jornal Briefing e a revista Meios e Publicidade).

A excepção a esta regra surge por parte de algumas empresas de maior dimensão, como a EDP ou a Caixa Geral de Depósitos, que mesmo assim não são representativas, são apenas a face mais visível do trabalho em gabinetes de comunicação.

Ultimamente, o trabalho de relações públicas em Portugal tem estado a “acordar” para a realidade da comunicação digital. Foi essa razão que levou à organização da primeira conferência Upload Lisboa, no passado sábado.

Nesta conferência tornou-se claro que é necessário um debate ainda maior sobre o impacto dos instrumentos de social media na nossa forma de comunicar. Mais do que saber escolher os instrumento adequados, é necessário criar uma base comum de conceitos e de concepção de estratégias, de ética e de deontologia.

Só desta forma é que podemos esperar que as agências e os departamentos de relações públicas sejam capazes de criar locais de diálogo online, destinado a encontrar pontos de entendimento e a cumprir objectivos concretos (quer de comunicação ou de negócio).

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

VII Encontro de Relações Públicas da ECA-USP

Por Mariana Garcia, estudande de Relações Públicas da ECA/USP

Hoje o A Bordo abre espaço para a divulgação de um evento que será realizado
pelos alunos da ECA/USP, o qual nossa equipe irá participar e contamos com a presença da 'nossa embarcação' de São Paulo.

No dia 30 de novembro, a Escola de Comunicações e Artes da USP irá ao VII Encontro de Relações Públicas, edição noturna. Anualmente realizado por alunos do 1º ano do curso de Relações Públicas, o evento conta com assuntos atuais e de grande relevância para a reflexão e formação dos participantes.

Na sétima edição, o tema se mostra mais atual do que nunca: Comunicação Digital que aborda o bom de ferramentas de comunicação digital - como Twitter, Orkut, Facebook, etc - muito debatido sob a ótica sociológica. Saindo da mesmice, o encontro visa à aplicação efetiva dos recursos digitais nas estratégias de comunicação, visando ressaltar como essas poderosas ferramentas podem ser utilizadas a fim de resultados eficientes na prática de Relações Públicas.

Com a presença de grandes estudiosos, como o professor Vinícius Romanini - doutor em Ciências da Comunicação pela USP; Jeff Paiva - ex-gerente de Social Media na Agência Click e Carolina Terra - pesquisadora na temática das novas tecnologias de comunicação e coordenadora de comunicação corporativa do site de e-commerce Mercado Livre. Irão discorrer sobre as práticas de mercado que se baseiam na utilização dessas novas mídias digitais e especificamente como as Relações Públicas atuam aliadas à Comunicação Digital.

A proposta do evento é incluir este tema atual na pauta de discussão dos alunos de comunicação, da Grande São Paulo, pois o intercâmbio cultural entre as diversas faculdades é sempre muito importante. Além das palestras os participantes concorrerão a livros da área - serão sorteados 19 títulos - e, a uma bolsa de estudos da Seven Idiomas.

Com vagas limitadas, a venda de ingressos será feita nas faculdades parceiras do VIIERP nos plantões de venda realizados na ECA-USP ou por email. O investimento é de R$10,00 por pessoa e haverá emissão de certificados de participação.

Local: Auditório Paulo Emílio – Av. Professor Lúcio Martins Rodrigues, 443 – 2º andar

Escola de Comunicações e Artes – Cidade Universitária

Data: 30 de novembro de2009 Horário: 18:30h às 22h

Contatos: Email - viierp.usp@gmail.com

Twitter - @VIIERP_ECA

Orkut - VII ERP Encontro de RP