segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Mensuração de resultados » Ações de comunicação

Por Vitor Balan

Hoje No blog teremos a participação de Vitor Balan que entrevistou Gilceana Galerani e, juntos, conversaram sobre importância da Mensuração dos resultados das ações de comunicação. Vitor tem 20 anos e é estudante de Relações Públicas da Faculdade Cásper Líbero. Gilceana é Relações Públicas, graduada pela UEL e mestre em Ciências da Comunicação pela ECA-USP.


Além de justificar motivos para criar e manter um departamento de comunicação em uma empresa, a Mensuração de Resultados auxilia nas tomadas de decisão, ajudam a administrar conflitos organizacionais e dão uma maior percepção dos efeitos das ações da empresa na sua reputação. Para explorar esse assunto, Gilceana Soares Moreira Galerani* nos mostra como as teorias de mensuração de resultados são aplicadas no dia-a-dia das organizações e fala quais são as principais dificuldades de avaliação dos efeitos da comunicação, bem como sua importância nos dias de hoje. Ela é autora do livro “Avaliação em Comunicação Organizacional’’ e coordenadora de Comunicação Interna de Embrapa.

- Como são medidos os resultados e onde estão traduzidos os efeitos conquistados pelo departamento de comunicação da Embrapa? Como, com qual periodicidade e para quem esses resultados são apresentados?

A Embrapa possui a Assessoria de Comunicação Social - ACS, vinculada ao presidente da Empresa e localizada na Sede em Brasília. Cada uma das 41 unidades da Empresa, em várias regiões do Brasil, possui uma estrutura própria de comunicação, com no mínimo um profissional de comunicação em cada uma, mas a maioria tem 2 ou 3 profissionais, entre jornalistas e relações públicas, principalmente. Essas equipes colaboram para a avaliação de resultados da Embrapa como um todo.

Para avaliar o desempenho dessas 41 unidades no Brasil, a Embrapa possui o Sistema de Avaliação das Unidades - SAU, que anualmente audita os resultados em várias áreas. Uma dessas áreas é a comunicação.

Em comunicação, para o SAU, os resultados são medidos seguindo os níveis básico e intermediário de Lindenmann (descritos em livro de minha autoria):

1- inserção - quanti e qualitativa - da Embrapa em veículos de comunicação de massa: na sede da Empresa, uma agência terceirizada realiza o clipping e o relatório quantitativo da presença da Empresa na mídia. São cerca de 1000 inserções mensais. O relatório da agência aponta diária e anualmente as inserções, além do enfoque (positivo ou negativo), o tema principal das reportagens e a localização da matéria na página ou horário no caso de TV e rádio. Com esses resultados, é realizada a análise qualitativa, que aponta o quanto as inserções estão contribuindo para a divulgação dos temas prioritários da Empresa. Esses temas prioritários são definidos anualmente em conjunto com a Diretoria da Embrapa e normalmente são em torno de 10 temas. A avaliação da presença da Empresa na mídia digital e a avaliação da percepção do público sobre matérias veiculadas ainda não são realizadas e uma metodologia específica está em estudo. Nas unidades descentralizadas normalmente não há contratação de agências para realização de clipping e os próprios profissionais realizam essa tarefa, enviando relatórios mensais à Sede da Empresa em Brasília.

2- comunicação interna: são auditadas quatro ações de comunicação interna: quantidade de veículos de CI produzidos e editados pelas Unidades; alinhamento institucional (10 temas citados no item 1) das matérias enviadas das Unidades para a ACS/Sede para compor os veículos corporativos (Folha da Embrapa/mensal, Todos.com/semanal e Notícias da Intranet/diário); alinhamento institucional das campanhas internas; quantidade e alinhamento institucional dos murais denominados “Acontece”, nas Unidades.

3- promoção e organização de eventos: quantidade e qualidade de eventos organizados no Brasil, desde que sigam as orientações das normas contidas no Manual de Eventos da Embrapa.

Os resultados do SAU são entregues pela ACS à Secretaria de Gestão e Estratégia da Embrapa - SGE e são monitorados conjuntamente pela ACS e pela SGE. A Auditoria da Embrapa faz a conferência oficial dos resultados, e estes interferem no valor do orçamento e, consequentemente, no valor da premiação dos empregados em cada Unidade no Brasil.

Além da mensuração para atender os indicadores do SAU, a empresa realiza, ainda, duas pesquisas:

- pesquisa de imagem, quando se verifica a reputação e as alterações de comportamento dos públicos estratégicos a cada dois anos. Essa pesquisa corresponde ao nível avançado de Lindenmman.

- pesquisa de clima organizacional: de responsabilidade do Departamento de Gestão de Pessoas e com o apoio da Assessoria de Comunicação Social desde a concepção, é aplicada anualmente ao universo dos quase 9 mil empregados. Uma empresa especializada é contratada para aplicar questionários digitais a 80% do público interno e os demais integrantes recebem questionários impressos porque seu trabalho é realizado em campos experimentais e casas de vegetação, longe do escritório.

Em 2009, pela primeira vez, a Embrapa complementou a pesquisa de clima com uma pesquisa de grupo focal junto a cerca de 10% de seu público interno. A mesma empresa contratada para a pesquisa de clima realizou o grupo focal, dirigindo-se a todas as unidades da Empresa no País. Foi uma experiência fantástica e os resultados estão sendo enviados às unidades neste início de fevereiro, para divulgação aos empregados. Comissões de Clima Organizacional em cada Unidade foram capacitadas pela Embrapa para elaborar planos de ação para tratamento dos resultados.

- A Embrapa utiliza algum outro modelo de mensuração de resultados em comunicação? Quais? Como e por que esses modelos são usados?

Corporativamente, apenas os já descritos. Na ACS, registramos ainda todas as reclamações e elogios recebidos quando promovemos qualquer coisa, como forma de motivar a equipe e demonstrar a atenção dos colegas para com o trabalho. Esses registros ajudam até na avaliação de desempenho das pessoas, mas aí é algo relacionado à política de gestão de pessoas, não a resultados corporativos. Logicamente, há também iniciativas localizadas, pontuais e livres em cada Unidade da Embrapa, afinal são quase 9 mil empregados e, dentre eles, 3 mil cientistas e 160 profissionais de comunicação em atuação em 41 localidades diferentes. Essas iniciativas locais são as avaliações imediatas de palestras, visitas, campanhas, eventos, reuniões internas com chefias, etc. Há ainda algumas unidades da Embrapa que realizam diagnósticos próprios e pesquisas periódicas de opinião junto aos empregados daquela localidade. Mas são apenas para uma ocasião e não são pontuados no resultado global da empresa.

- Os modelos de avaliação abordados pela literatura estão próximos da realidade das empresas ou ainda há dificuldades em aliar tais teorias às práticas profissionais?

Os modelos um tanto distantes da realidade da avaliação da comunicação nas empresas são os modelos da categoria valoração. Mesmo assim, o de Ehling contém praticamente os mesmos princípios da avaliação do ROI e o de KIM corresponde agora ao que algumas empresas de capital aberto terão de fazer para avaliar resultados intangíveis: comparar a evolução do valor de sua marca e de seus demais ativos aos valores investidos em comunicação como um todo, ou a outro setor caso haja interesse de conhecer a relação custo X benefício de cada um. Esses dois modelos são mais aplicáveis a empresas privadas, especialmente as de capital aberto, muito cobradas por acionistas e pelo mercado para demonstrar o retorno financeiro de cada centavo investido.

Os demais modelos são absolutamente realizáveis. São baseados em contagem (nível básico de Lindenmann) e em pesquisas quantitativas e qualitativas (níveis intermediário e avançado de Lindenmann; relacionamento de Grunig e Honn) e sua aplicação depende da disposição das empresas em investir e dos profissionais de comunicação em arregaçar as mangas e coordenar eficazmente as metodologias.

Não há milagre. Para saber resultado com segurança é preciso algum esforço. Pesquisas dão um pouco de trabalho e exigem total percepção do negócio da empresa e do impacto que suas ações podem ter nos clientes e nos cidadãos, para que se formulem perguntas e estratégias que tragam dados realmente úteis para as empresas. O pós-pesquisa também é importantíssimo. O profissional de comunicação precisa de argumentos firmes para mostrar a necessidade de divulgar resultados internamente, propor melhorias frente a cada desafio apontado nas pesquisas e monitorar a efetividade das providências na visão dos públicos estratégicos.

É importante que se ressalte que, em comunicação, assim como em outras áreas das ciências humanas, a avaliação científica de resultados é difícil de ser feita. Não é possível medir o que a comunicação consegue prevenir, por exemplo: problemas evitados e conflitos resolvidos com o auxílio da comunicação antes que se transformassem em perdas financeiras ou outros desgostos graves para a empresa são um grande mérito. Mas, como não é possível medi-los, devem ser percebidos e reconhecidos pelos bons gestores. Domenico De Masi afirmou que a era do conhecimento, como previamente está sendo nominada a que chega após a era industrial, deverá ser uma época de atenção ao que não está visível, mas que é percebido pelos que tem bom senso, experiência e competência – características importantes para um bom gestor.

- Quais são as principais dificuldades que ainda são encontradas na hora de mensurar resultados em comunicação? Como enfrentar tais dificuldades?

Dificuldades: disposição de pessoas e de tempo para se elaborar um bom projeto de pesquisa de avaliação; falta de preparo profissional dos comunicadores para gerenciar pesquisas e convencer gestores quanto à necessidade de investir nessa metodologia de trabalho; pouca atenção de profissionais, agências e gestores ao que realmente interessa, isto é, falta percepção de que o que importa são os efeitos, e que só medir quantidade de veículos de comunicação ou de inserções na mídia apenas indica o quão uma equipe se esforçou para fazer o seu trabalho, mas não o quanto isso mudou a atitude ou o comportamento de clientes ou de funcionários, que é o verdadeiro resultado.

Identifico, ainda, certa insegurança, ausência de discurso argumentativo e poder de persuasão (no sentido positivo) para mostrar aos gestores a necessidade da comunicação como ferramenta estratégica que permeia todos os processos da empresa e por isso deve ser valorizada e estimulada, independente de resultados a curto prazo. Essa capacidade, além de ser útil corporativamente, auxilia no reconhecimento de que toda empresa precisa, no mínimo, de uma estrutura mínima de comunicação, assim como precisa de departamentos de gestão de pessoas ou de setores financeiros.

Tenho, particularmente, bastante apreço pela proposta de Linda Hon e James Grunig, que inserem a avaliação da natureza e da qualidade de relacionamentos como a mais autêntica forma de se mensurar resultados em comunicação, especialmente em relações públicas. De todos os modelos que estudei, considero esse o mais original e adequado para avaliar o retorno da comunicação, uma vez que o principal papel do comunicador é criar, manter e aprimorar relacionamentos.

E para fazer essa avaliação é preciso apenas entender e executar técnicas de pesquisa quantitativa e qualitativa, sem necessidade de cálculos mirabolantes, como os propostos para medir retorno financeiro em outros modelos.

Entendo, inclusive, que avaliar relacionamentos é, para a comunicação, muito mais efetivo para se conhecer o retorno do trabalho dos comunicadores. Na ânsia por se dar valor financeiro aos resultados, faz-se projeção e estimativas numéricas para quantificar gentilezas, fidelidade, apreço e recomendação de marca. Isso requer extrema competência técnica e multidisciplinar e, apesar disso, creio que ainda não se consegue espelhar a real contribuição da comunicação a uma empresa.

- Além de justificar motivos para criar ou manter um departamento de comunicação em uma empresa, qual a principal importância da mensuração de resultados em comunicação?
A mensuração auxilia os gestores a tomar decisões, uma vez que aponta o que vai bem, o que está morno e o que vai mal.
A mensuração dá instrumentos para valorizar equipes de trabalho.
A mensuração contribui para o aprendizado, pois quando sabemos onde erramos ou onde acertamos, temos a chance de melhorar ou de repassar a outros nossa experiência, ajudando as empresas e os profissionais a atuarem conforme as melhores práticas.

No caso específico da comunicação, a mensuração ajuda a mostrar que esforços subjetivos e supostamente intangíveis, como é o caso das estratégias para criar/promover/melhorar relacionamentos (típicos das relações públicas, por exemplo), tem forte impacto na reputação e ajudam a administrar problemas e conflitos, além de evitar prejuízos para as empresas. Como diz a literatura antiga de relações públicas, a comunicação é o seguro de vida da organização e a avaliação de resultados auxilia a mostrar que essa frase é verdadeira.

 

Para Saber Mais:

"O desafio da avaliação de resultados em Comunicação Organizacional" - artigo de Gilceana Galerani que você pode encontrar na 2ª edição da revista Organicom (pág. 147). O artigo trata de da literatura sobre mensuração de resultados, descreve o planejamento como item essencial para uma avaliação adequada e comenta técnicas de mensuração, abordando sua aplicação em duas organizações no Brasil.

"Avaliação em Comunicação Organizacional" - livro de Gilceana Galerani publicado em 2006 pela Embrapa. O livro é resultado da dissertação de mestrado defendida na ECA/USP e analisa modelos de avaliação em comunicação organizacional e apresenta cases premiados do Prêmio Opinião Pública.
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Sorteio » Blog A Bordo

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

“Branded Content” – Comunicação ou entretenimento?

Por Lívia Brito

Nas últimas décadas surgiram diversas maneiras de se fazer comunicação, as quais foram sofrendo processos gradativos de melhoria conforme o avanço tecnológico. Hoje, os consumidores recebem uma infinidade de informações através de variados meios e mídias, com uma amplitude comunicacional envolvente e que “pega” o consumidor/cliente pela mão.

Para exemplificar essa pessoalidade entre o anunciante e o target trazemos informações sobre uma ferramenta que tem como base os conteúdos editoriais e é uma evolução dos tradicionais informes publicitários: branded content, ou comunicação por conteúdo. A principal característica do branded content é a transparência, pois tem a função de manter um compromisso com o público-alvo. Um compromisso compartilhado em que emissor e receptor trocam experiências de marca. Vamos explicar melhor.

Branded Content nada mais é do que comunicar a marca buscando condições de credibilidade por meio de filmes, músicas, jogos, atividades interativas, programas em TV aberta/fechada, programas próprios em rádios e eventos reais e virtuais. O objetivo é informar enquanto educa e oferece entretenimento. Torna-se difícil distinguir se é a propaganda “pura” com a intenção de apenas vender, ou se é uma “brincadeira” de marca.

Essa ferramenta possibilita que o consumidor participe e seja “dono” da sua marca preferida, pois compartilha e cria conteúdo enquanto interage com ela. Branded Content na sua tradução literal significa Comunicação com Entretenimento: comunica, compartilha e vende. Observa-se esse método na internet através dos blogs coorporativos e seus CEO’s, os quais publicam conteúdo nas redes de relacionamento e os clientes podem interagir com ideias, comentarios, elogios.

Na Europa e EUA, o setor de bebida tem utilizado muito a música como instrumento de branded content, por exemplo: Pepsi, Pepsi Chat Show, Absolut Vodka, com eventos de dança e música em vários comerciais. A Sprite, uma das marcas da Coca-Cola Company realizou uma campanha nos EUA, em 2009, cuja principal essência foi o branded content. A intenção da campanha foi eleger a melhor equipe de Stepping Dance. Veja aqui o vídeo de divulgação do concurso e mais informações sobre a campanha,

Outro exemplo, agora na área impressa, é a estratégia da Trip Editora com as revistas customizadas , para as quais são feitas pesquisas que abrangem como pensam e agem as pessoas envolvidas, com a intenção de entender o ser humano; e isto envolve a agência, o anunciante e o receptor final.

O nosso Brasil também tem destaques nesse tipo de comunicação, especialmente no setor de telefonia. O programa Oi Mundo Afora é um exemplo da disseminação de branded content por aqui. Clique aqui para conferir.

Parafraseando o pai do Marketing, Philip Kotler adverte a importância de melhorar o papel do profissional da área nas relações de marketing, descobrir oportunidades, encontrar novos meios para se comunicar e descobrir tecnologias. Para que novas comunicações façam sentido e entreguem muito mais do que um produto ou serviço, ofereçam valor e qualidade de vida.

Segue mais um exemplo de branded content, comunicação com entretenimento, que achei genial.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

CRM – o ERP das RP

Por Adriane Filenga


Como é que é???
Calma, já vamos entender...

O Customer Relationship Management é o Enterprise Resource Planning das Relações Públicas.
Ok, vamos por partes.

Enterprise Resource Planning, ou ERP como é mais conhecido, já falei um pouco dele no blog da Agência ComuniC, é um software que atende de forma integrada diversas áreas de uma empresa, bem como marketing, vendas, recursos humanos, estoque, etc. Este software tem como função gerenciar as informações dos recursos da empresa e pode ser utilizado por empresas de diversos segmentos, mostrando, por exemplo, quanto do produto “x” há no estoque e quanto foi vendido em um determinado período.

Como ele abrange diversas áreas da empresa, ele também é dividido em algumas outras partes, como MRP (MRP1 – Material Requirements Planning – e MRP2 – Manufacturing Resources Planning), CRM, entre outros. Na verdade, o que acontece é que as informações são inseridas nestes softwares e eles apenas as gerenciam, relacionando cada uma e trazendo dados integrados.

Aqui, vamos falar sobre o CRM, pois é o que diz respeito aos clientes, é onde “o cliente é o centro do modelo de dados e todos os relatórios e consultas têm o cliente como porta de entrada”, podendo inclusive integrar as Relações Públicas, que tem o cliente como um de seus públicos de interesse.

O CRM é composto de uma relação de processos de negócio que ajudam as empresas a fidelizar seus clientes e até mesmo conquistar novos, construindo e retendo uma base leal de consumidores. Conhecendo cada interação entre seu negócio e o cliente, a empresa pode criar ou aprimorar soluções capazes de atendê-lo de forma integrada e personalizada, aumentando assim a satisfação no relacionamento entre a empresa e o cliente.

Esta nova tecnologia permite às empresas conhecer melhor sua clientela e ganhar sua fidelidade, utilizando as informações que se relacionam com eles de maneira a delimitar melhor as suas necessidades e, por conseguinte, responder-lhes.

O CRM integra pessoas, processos e tecnologia para otimizar o gerenciamento de todos os relacionamentos, incluindo consumidores, parceiros de negócios e canais de distribuição. A globalização e a evolução da TI têm mudado radicalmente a forma como as empresas e seus consumidores se relacionam. (...) Além de oferecer qualidade e preço competitivo, as organizações precisam estabelecer relacionamentos de longo tempo com os clientes, visando um maior aproveitamento do LTV - Lifetime Value - de cada cliente.
É uma ótima ferramenta, pois você pode ter um perfil de cada cliente, quem é ele, o que ele costuma comprar, quando, quanto, quando foi sua última compra, as reclamações que ele já fez.

Com isso, quando você for oferecer algum produto para seu cliente, já tem uma idéia de qual o melhor a oferecê-lo. Ajudaria a evitar, por exemplo, aquele tipo de carta “Matricule seu filho agora mesmo e receba 50% de desconto” para pessoas que não têm filhos (Como já aconteceu comigo). Ou ainda, ficar apenas oferecendo produtos para seu cliente que sempre se mostra insatisfeito ou faz alguma reclamação, ao invés de tentar recuperar o relacionamento com ele e fidelizá-lo para depois oferecer produtos, podendo afastá-lo ainda mais.

Mas, como dissemos acima, o CRM apenas gerencia as informações obtidas de forma a ficarem mais claras e organizadas. Ou seja, cabe ao bom profissional primeiro receber as informações, para poder inseri-las no sistema e depois saber interpretar os dados adquiridos para poder transformá-lo em conhecimento e, assim, poder agir estrategicamente. 

E devo destacar que “A aplicação de soluções de CRM numa empresa não consiste unicamente em instalar um 'software' (...), mas em alterar a organização de toda a empresa”, ressaltando a importância do trabalho de Relações Públicas, o que inclui planejar a implantação, incentivar a participação dos funcionários em treinamentos, verificar o impacto disso tudo e principalmente estar pronto para ouvir e tirar possíveis dúvidas, críticas e sugestões que possam surgir. Se a empresa conseguir incorporar as RP com seu CRM, com certeza estará investindo no melhor e alcançará o crescimento.