sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

“Branded Content” – Comunicação ou entretenimento?

Por Lívia Brito

Nas últimas décadas surgiram diversas maneiras de se fazer comunicação, as quais foram sofrendo processos gradativos de melhoria conforme o avanço tecnológico. Hoje, os consumidores recebem uma infinidade de informações através de variados meios e mídias, com uma amplitude comunicacional envolvente e que “pega” o consumidor/cliente pela mão.

Para exemplificar essa pessoalidade entre o anunciante e o target trazemos informações sobre uma ferramenta que tem como base os conteúdos editoriais e é uma evolução dos tradicionais informes publicitários: branded content, ou comunicação por conteúdo. A principal característica do branded content é a transparência, pois tem a função de manter um compromisso com o público-alvo. Um compromisso compartilhado em que emissor e receptor trocam experiências de marca. Vamos explicar melhor.

Branded Content nada mais é do que comunicar a marca buscando condições de credibilidade por meio de filmes, músicas, jogos, atividades interativas, programas em TV aberta/fechada, programas próprios em rádios e eventos reais e virtuais. O objetivo é informar enquanto educa e oferece entretenimento. Torna-se difícil distinguir se é a propaganda “pura” com a intenção de apenas vender, ou se é uma “brincadeira” de marca.

Essa ferramenta possibilita que o consumidor participe e seja “dono” da sua marca preferida, pois compartilha e cria conteúdo enquanto interage com ela. Branded Content na sua tradução literal significa Comunicação com Entretenimento: comunica, compartilha e vende. Observa-se esse método na internet através dos blogs coorporativos e seus CEO’s, os quais publicam conteúdo nas redes de relacionamento e os clientes podem interagir com ideias, comentarios, elogios.

Na Europa e EUA, o setor de bebida tem utilizado muito a música como instrumento de branded content, por exemplo: Pepsi, Pepsi Chat Show, Absolut Vodka, com eventos de dança e música em vários comerciais. A Sprite, uma das marcas da Coca-Cola Company realizou uma campanha nos EUA, em 2009, cuja principal essência foi o branded content. A intenção da campanha foi eleger a melhor equipe de Stepping Dance. Veja aqui o vídeo de divulgação do concurso e mais informações sobre a campanha,

Outro exemplo, agora na área impressa, é a estratégia da Trip Editora com as revistas customizadas , para as quais são feitas pesquisas que abrangem como pensam e agem as pessoas envolvidas, com a intenção de entender o ser humano; e isto envolve a agência, o anunciante e o receptor final.

O nosso Brasil também tem destaques nesse tipo de comunicação, especialmente no setor de telefonia. O programa Oi Mundo Afora é um exemplo da disseminação de branded content por aqui. Clique aqui para conferir.

Parafraseando o pai do Marketing, Philip Kotler adverte a importância de melhorar o papel do profissional da área nas relações de marketing, descobrir oportunidades, encontrar novos meios para se comunicar e descobrir tecnologias. Para que novas comunicações façam sentido e entreguem muito mais do que um produto ou serviço, ofereçam valor e qualidade de vida.

Segue mais um exemplo de branded content, comunicação com entretenimento, que achei genial.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

CRM – o ERP das RP

Por Adriane Filenga


Como é que é???
Calma, já vamos entender...

O Customer Relationship Management é o Enterprise Resource Planning das Relações Públicas.
Ok, vamos por partes.

Enterprise Resource Planning, ou ERP como é mais conhecido, já falei um pouco dele no blog da Agência ComuniC, é um software que atende de forma integrada diversas áreas de uma empresa, bem como marketing, vendas, recursos humanos, estoque, etc. Este software tem como função gerenciar as informações dos recursos da empresa e pode ser utilizado por empresas de diversos segmentos, mostrando, por exemplo, quanto do produto “x” há no estoque e quanto foi vendido em um determinado período.

Como ele abrange diversas áreas da empresa, ele também é dividido em algumas outras partes, como MRP (MRP1 – Material Requirements Planning – e MRP2 – Manufacturing Resources Planning), CRM, entre outros. Na verdade, o que acontece é que as informações são inseridas nestes softwares e eles apenas as gerenciam, relacionando cada uma e trazendo dados integrados.

Aqui, vamos falar sobre o CRM, pois é o que diz respeito aos clientes, é onde “o cliente é o centro do modelo de dados e todos os relatórios e consultas têm o cliente como porta de entrada”, podendo inclusive integrar as Relações Públicas, que tem o cliente como um de seus públicos de interesse.

O CRM é composto de uma relação de processos de negócio que ajudam as empresas a fidelizar seus clientes e até mesmo conquistar novos, construindo e retendo uma base leal de consumidores. Conhecendo cada interação entre seu negócio e o cliente, a empresa pode criar ou aprimorar soluções capazes de atendê-lo de forma integrada e personalizada, aumentando assim a satisfação no relacionamento entre a empresa e o cliente.

Esta nova tecnologia permite às empresas conhecer melhor sua clientela e ganhar sua fidelidade, utilizando as informações que se relacionam com eles de maneira a delimitar melhor as suas necessidades e, por conseguinte, responder-lhes.

O CRM integra pessoas, processos e tecnologia para otimizar o gerenciamento de todos os relacionamentos, incluindo consumidores, parceiros de negócios e canais de distribuição. A globalização e a evolução da TI têm mudado radicalmente a forma como as empresas e seus consumidores se relacionam. (...) Além de oferecer qualidade e preço competitivo, as organizações precisam estabelecer relacionamentos de longo tempo com os clientes, visando um maior aproveitamento do LTV - Lifetime Value - de cada cliente.
É uma ótima ferramenta, pois você pode ter um perfil de cada cliente, quem é ele, o que ele costuma comprar, quando, quanto, quando foi sua última compra, as reclamações que ele já fez.

Com isso, quando você for oferecer algum produto para seu cliente, já tem uma idéia de qual o melhor a oferecê-lo. Ajudaria a evitar, por exemplo, aquele tipo de carta “Matricule seu filho agora mesmo e receba 50% de desconto” para pessoas que não têm filhos (Como já aconteceu comigo). Ou ainda, ficar apenas oferecendo produtos para seu cliente que sempre se mostra insatisfeito ou faz alguma reclamação, ao invés de tentar recuperar o relacionamento com ele e fidelizá-lo para depois oferecer produtos, podendo afastá-lo ainda mais.

Mas, como dissemos acima, o CRM apenas gerencia as informações obtidas de forma a ficarem mais claras e organizadas. Ou seja, cabe ao bom profissional primeiro receber as informações, para poder inseri-las no sistema e depois saber interpretar os dados adquiridos para poder transformá-lo em conhecimento e, assim, poder agir estrategicamente. 

E devo destacar que “A aplicação de soluções de CRM numa empresa não consiste unicamente em instalar um 'software' (...), mas em alterar a organização de toda a empresa”, ressaltando a importância do trabalho de Relações Públicas, o que inclui planejar a implantação, incentivar a participação dos funcionários em treinamentos, verificar o impacto disso tudo e principalmente estar pronto para ouvir e tirar possíveis dúvidas, críticas e sugestões que possam surgir. Se a empresa conseguir incorporar as RP com seu CRM, com certeza estará investindo no melhor e alcançará o crescimento.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Tipos Psicológicos e estilos de comunicação

Por Daniele Pedace


Quem não se comunica, se trumbica.

Eu estava fazendo uma faxina na parte que as meninas lá da empresa diziam ser de comunicação no armário e achei várias revistas interessantes, com muitos assuntos curiosos e diferentes, e irei escrever alguns posts sobre algumas matérias em que li nessas revistas.

Primeiramente irei começar com um tema dos que achei mais diferente, numa revista da ESPM do ano retrasado, e que não me lembro de ter visto isso em nenhum lugar.

A comunicação eficaz é algo complicado de se colocar em prática, e, no meio corporativo essas dificuldades podem se tornar ainda mais acentuadas em decorrência das características específicas de cada empresa e de cada pessoa que a compõem. Com isso, qualquer pessoa que apresente um estilo de comunicação muito diferente daquele valorizado em seu meio terá, potencialmente, mais dificuldade para se fazer entender e conseguir o apoio e a aceitação de seus colegas.

A compreensão das diferenças de valores, códigos de comportamento, modos de avaliação da realidade, estilos de julgamento, atenção e valorização de determinados elementos em detrimentos de outros, é fundamental para que se tenha uma comunicação eficaz. Por isso, diversas empresas têm investido em recursos externos para auxiliar na gestão da comunicação.

Um dos recursos utilizado pelas empresas em projetos de coaching de equipes com a finalidade de exercitar as capacidades de comunicação e expressão é o instrumento Myers-Briggs Type Indicator – MBTI. Criado na década de 30, este instrumento é um indicador de tipos psicológicos baseado na teoria de psicólogo suíço Carl Gustav Jung. Consiste em um questionário de 93 perguntas que tem por finalidade classificar as pessoas em uns dos16 tipos psicológicos analisando as respostas. Existem 16 tipos psicológicos representados pela combinação de 4 pares opostos, conforme as relações de cada atitude listadas na tabela abaixo:


Conhecer o tipo psicológico pode ser útil para compreender a maneira como uma pessoa lida com estímulos externos e internos, levanta informações, toma decisões e organiza seu cotidiano.
A grande colaboração da aplicação dessa teoria é propiciar a compreensão de alguns princípios elementares sobre diferenças de modos de funcionamento mental nos indivíduos. A partir das informações resultantes do MBTI, espera-se que as pessoas consigam lidar com diferentes estilos de comunicação de forma mais construtiva e eficiente.

Aplicado ao estudo de comunicação entre as pessoas, o MBTI revela que o um bom comunicador deve ser capaz de transmitir suas mensagens de diferentes maneiras a fim de ampliar o alcance e a compreensão de sua mensagem para diferentes tipos de pessoas. Para tanto, alguns conhecimentos sobre tipos psicológicos são necessários, para que o post não se torne muito longo tentei arranjar um quadro que resumisse todos os tipos, porém só achei em inglês, com isso, as pessoas que não entendem muito inglês é só me perguntar que eu explico. =]



Com essas idéias em vista, talvez fique mais fácil entender que certos conflitos e dificuldades de compreensão entre pessoas possam estar relacionados às diferenças tipológicas. Há controvérsias a esse instrumento, pois muitos psicólogos acadêmicos afirmam que “carece de dados validos convincentes“, porém há a necessidade de usá-lo cuidadosamente, para que não haja a formação de estereótipos.

Valorizar as diferenças e exercitar a comunicação criativa é o grande “X” da questão, pois quem não se comunica, se trumbica.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Propaganda, a alma do negócio


Hoje é dia do Publicitário e o A Bordo não poderia deixar de prestar uma homenagem para os estudantes e profissionais. Quem comanda hoje é Filipe Medina, estudante de Publicidade e Propaganda da PUCRS e diretor de projetos da Agência Kolm.



Cada vez que vejo uma propaganda boa, seja na televisão, na revista, jornal, rádio, nas ações externas nas ruas da cidade, se utilizando não da apelação mas sim da criatividade, me dá mais e mais orgulho de ter escolhido esta profissão.
Profissão esta que sacrifica noites, horas de sono, ou até mesmo finais de semana com a familia e amigos, a fim de cumprir prazos impossíveis e a busca de uma perfeição complicada de ser encontrada por todos. Enfim, uma profissão que é ao mesmo tempo, odiada, por despertar uma necessidade até então não existe e faz com que pais de familia acabem se endividando, mas também uma profissão amada, não só por quem decidiu seguir este caminho, mas também, por pessoas que são tocadas em comerciais emocionantes, comoventes e muitas vezes engraçados, que são capazes de criar bordões e inclusive ditar moda.

Tá bom, mas... O que é uma propaganda boa? - Algumas pessoas me perguntam e eu respondo - Propaganda boa é aquela que vende, oras! - Agora a pouco tu diz que propaganda boa é aquela que emociona, comove, diverte, cria bordões e ditam moda, como agora eu posso dizer que propaganda boa é a que vende? Simples, pois se uma propaganda te tocou, te comoveu, te divertiu, fez com que você utilizasse alguma frase dela, é meu amigo ou amiga, a propaganda te atingiu e digo mais, você era o público-alvo dela. Como parece simples né? Não só parece como é, o problema de tudo é como este resultado chegou até você, como esta idéia surgiu, este é a grande mágica da propaganda, meus caros.

Vamos fazer um teste, dá uma olhada nessa propaganda e me diz se não dá vontade de adotar um agorinha mesmo.



E aí, sentiu aquele arrepio?
Sim? Isso que eu to dizendo, a propaganda não precisa ser estéticamente bela, ou ser repleta de efeitos especiais para tocar, para acertar, como nós publicitários dizemos, o público-alvo, ela precisa ser simples, bonita e brilhante, só isso!

Vamos à outro exemplo, uma propaganda que simplesmente dê uma mensagem de final de ano para os consumidores do super-mercado:



Essa é uma das famosas propagandas da Cia Zaffari, meio antiga, porém sempre atual, e assim que uma propaganda deve ser, inspiradora, que nos provoca sentimentos que não são possíveis de serem explicados.

Agora, a propaganda não é só sentimental, comovente, ela pode ser engraçada e criar bordões marcantes que são usados por muito e muito tempo, como por exemplo este do Clio MTV, este é um exemplo de que a genialidade está na simplicidade:




Se você gosta da propaganda e vê todo esse lado inspirador dela como um si. Parabéns, hoje é seu dia também.