segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Extra... extra... extra... Os meios de comunicação impressos vão acabar!

Por Cibele Silva

É o que estamos lendo e ouvindo por ai. Será que realmente os impressos devem ter medo da internet?


Eu estava lendo a revista Negócios da Comunicação número 33, a informação lá é que nos EUA 93 jornais impressos fecharam, faliram ou migraram para a internet e os gigantes como The New York Times, Los Angeles Times e The Washington Post estão apresentando drásticas quedas de circulação, porém em outros lugares do mundo as empresas de impressos não devem ser preocupar – “O que acontece nos Estados Unidos tem uma superdimensão. Talvez, se o mesmo acontecesse no Irã, ninguém notaria”, avalia Marcelo Rech, diretor de Produtos do Grupo RBS. No mundo as operações impressas aumentaram 1,3%, somente na América Latina aumentou 16,4% nos últimos cinco anos.


A análise do Instituto Verificador de Circulação (IVC) aponta que 8,083 bilhões de exemplares em 2007 foram impressos e em 2008 8,049, o que representa 5% da tiragem gerais de jornais.
Saindo um pouco do contexto, na quarta-feira passada sai do metrô e um senhor que estava distribuindo o jornal Destak me entregou eu agradeci, informando que eu não queria, ele me perguntou se era porque eu não tinha tempo para ler, respondi que sim. Ele falou, então leia o versão “Virtual Paper” – agradeci. Cheguei no serviço, fui olhar a tal versão “Virtual Paper”, é uma opção que vem as notícias na íntegra do impresso. Quinta-feira e sexta-feira perguntei para algumas pessoas se eles conheciam a versão na internet, falaram que não e sei que são leitores diários do Destak. O Destak tem quatro anos, publicaram 758 edições e não é por ter uma versão online que os 40 mil usuários do metrô de São Paulo deixaram de ter um “senhor atencioso” distribuindo jornal todas às manhãs.


A praticidade de verificar noticia na internet está cada vez mais assídua, existe um site chamado Maxpress, ele adiciona todas as noticias da internet, podemos ir direto ao assunto ou ler o que nos chama atenção em todos os momentos de diversos sites de notícias.
Voltando a matéria da revista Negócios da Comunicação, também trás que na década de 1990 os jornais online passaram a completar a versão impressa, é uma maneira direta de se divulgar a matéria. A versão eletrônica é uma imposição mercadológica, já que no mundo em 2005 contava com 64,5 milhões de internautas e verifiquei que somente no Brasil em pesquisa realizada pela ONU, em 2008 o número de internautas chega a 40 milhões, porém o fato que diferencia a internet do impresso No Brasil é que “Aqui, não atingiu 6% a fatia que pertence a internet” diz Marcelo Rech.


A pesquisa da Research Internacional à Folha, indica que 76% dos leitores das classes A preferem ler jornal impresso, no Brasil, sendo que 12% são assinantes de algum veículo de informação.


Ainda no artigo da Revista Negócios da Comunicação, Eugênio Bucci é entrevistado, num determinado momento ele diz que “Não que o jornal vá desaparecer só que o formato que estamos acostumados está condenado há varias anos e o mundo sabe disso”.


Para mim o processo de transformação é evidente, pelo qual está passando uma construção, estamos vivendo no campo da comunicação de massa uma verdadeira “revolução” e torna-se muito difícil a tarefa de dimensionar conseqüências de maneira segura. A internet facilita o acesso e consumo de informações em tempo real, esse é o desafio do jornal impresso, trazer noticias do dia anterior de forma que atraia o leitor.


Não acredito que atualmente os impressos devam ter medo da internet, a adaptação é a chave do sucesso, também Gavin O’Reilly, presidente da Associação Mundial de Jornais, diz que “Tem mais adultos lendo jornais diariamente do que gente comendo Big Mac todos os anos”.

domingo, 30 de agosto de 2009

Entendendo Marketing

Dando continuidade a seção Extras hoje Fernanda Rainha explicará um pouco obre Marketing, ela faz questão de se apresentar e conversar diretamente com você leitor. Confiram!

Olá pessoal!!!

Meu nome é Fernanda, tenho 19 anos, estou cursando Publicidade e Propaganda (6º semestre), na Universidade Anhembi Morumbi em São Paulo, mas não estou estagiando na área.
Trabalho na recepção de uma consultoria imobiliária.

Bom, vim falar um pouco sobre Marketing, uma das minhas matérias preferidas na faculdade!!! Talvez até a minha pós-graduação seja sobre isso. Vocês vão gostar.

Segundo Kotler, um importante profissional na área, "Marketing é um processo social por meio do quais pessoas e grupos de pessoas obtêm aquilo de que necessitam e o que desejam com a criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros"

Estamos vivendo em uma sociedade consumista, não compramos mais só pela necessidade, mas sim pelo desejo de ter algum produto. Não basta ter apenas um tênis confortável e durável, ele tem que ser NIKE. E é aí que o MKT (Marketing =p) entra.

O perfil de compra e consumo de cada pessoa faz com quem uma nova necessidade, um novo desejo seja encontrado por aquele profissional de Marketing mais bem preparado, atualizado, com repertório. Ele faz com que a cada ano um novo produto ou uma nova marca seja lançada no mercado para conquistar novos consumidores.

E mesmo que não tenha mais nenhum produto novo para criar, o Marketing continua firme e forte. As tendências de comportamento do consumidor são essenciais para uma empresa obter vantagem competitiva em relação à concorrência. E essa estratégia gira em torno do diferencial. O que me faz comprar uma Coca Cola e não um Guaraná? Talvez a comunicação seja melhor, ou a tradição da marca.

Enfim, a base do Marketing de sucesso é a pesquisa (muita, muita, muita informação atualizada), aqui é necessária a união de todos os seguimentos da comunicação, que leva ao consumidor mais exigente de todos!

Espero que tenham entendido o pouco que tentei explicar. Eu ficaria diiias falando sobre isso, pois é um tema muito gostoso de discutir, tenho diversos exemplos e cases que ouvi na faculdade e com certeza vocês iriam gostar!

Eu recomendo um livro pra vocês, chamado “Público-alvo: Mulher - 8 Verdades do Marketing Para Conquistar a Consumidora do Futuro”, foi escrito por Faith Pop Corn em 1980, ela prevê diversas tendências para a sociedade dos dias de hoje. E pasmem, muita coisa que acontece hoje, está no livro!!! =O
Depois de ler, vocês vão entender muito bem como o Marketing funciona.

E por hoje é só. rs Belinha, obrigada pelo convite ;) Fiquei contente por estar presente no blog de vocês, que está lindo! Parabéns de novo.

Abraços pra vocês da Embarcação!

sábado, 29 de agosto de 2009

O papel do Relações Públicas na Policia Militar

Por Kelly Fusteros

Assim como todas as organizações, a Policia Militar precisa estabelecer bons relacionamentos com seus públicos. E o principal deles é a sociedade. Segundo seu estatuto, a organização deve buscar permanentemente a compreensão, aceitação e apoio da sociedade.

Outro campo de atuação do profissional de relações públicas que surgiu de uma necessidade de a Policia Militar se relacionar com a imprensa, em 1959. O relações pública tem a tarefa de tornar legítimas todas as ações da Polícia Militar. Mesmo que o cidadão reconheça as ações como legais e necessári
as para a segurança , o relações públicas tem que trabalhar a imagem da instituição para que a sociedade reconheça e aprove o trabalho.

Como podemos ler na monografia de Vanilto Nogueira Fixina sobre “O policial militar como elo de relações públicas na melhoria da imagem da corporação”, primeiramente o profissional deve promover a aproximação entre policial militar e o cidadão; abrir canal de comunicação à comunidade e permitir maciçamente a participação no processo.

Para se tornar um relações públicas da Polícia Militar, primeiramente precisa-se ingressar na carreira militar através de concurso público na Escola do Soldado ou na Academia do Barro Branco e depois, ao longo da carreira, o policial pode se formar em Comunicação Social.
O relações públicas da Policia Militar está encarregado da comunicação estratégica do batalhão para o qual foi designado, atender a população e a imprensa, realizar projetos de comunicação interna e treinamentos. Assim como está ligado à alta administração assessorando as tomadas dedecisão e realizando os eventos solenes no Departamento de Cerimonial e Protocolo.

O comunicador deve ter o perfil necessário para tal função demonstrando-se sério, confiável e pró-ativo para atuar em uma corporação rígida e que o tem como importante orientador na tomada de decisões.

Campanha publicitária pode denegrir a imagem da Policia Militar.

Segundo matéria publicada no O Globo/Rio, uma campanha publicitária de roupas femininas expõe em outdoors fotos de dois policiais militares da cidade do Rio de Janeiro, revistando duas garotas em Ipanema abusivamente.

Tais fotos geraram polêmica, pois traz uma imagem de desrespeito e violência com mulheres, fazendo-nos pensar como a Policia Militar pode ter autorizado a utilização de suas fardas em tal campanha.

Como podemos ler no jornal O Globo, o Estado afirma que tal campanha não teria sido autorizada. O relações públicas da PM do Rio de Janeiro informou que a farda utilizada não é a mesma e que a foto passará por analises de especialistas.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Relações Públicas e Web 2.0

Para dar o "ponta pé" nas postagens aqui no A Bordo da Comunicação, com o novo layout, a Professora Stella Wilderom aceitou o nosso convite para falar sobre RP e Web 2.0. Stella Wilderom é formada em Comunicação Social - Relações Públicas pela Universidade de São Paulo (USP), com curso de extensão em docência e pesquisa. Possui colocação máxima nos prêmios da Associação Brasileira de Relações Públicas (ABRP) e Intercom Brasil e Mercosul. Trabalhou em Marketing e Comunicação Corporativa em empresas privadas, como Grupo Telefônica, a General Motors do Brasil e instituições públicas como a USP. Atuou como consultora sênior em empresas como Banco Safra, Omint e BASF. Participou de projetos na área de comunicação como a nova Intranet do Banco HSBC do Brasil (premiada como uma das melhores intranets de 2008 segundo o Nielsen), além da implantação global de Comunidades de Prática na Gerdau. Como gerente de comunicação da Amana-Key focou gestão de Relações Públicas, branding e ações estratégicas na web/redes sociais. Atualmente possui uma consultoria na área de comunicação com foco em mídias sociais e leciona na Universidade Metodista de São Paulo no curso de Relações Públicas. Além de conhecimentos em comunicação, possui formação em informática e possui dois livros publicados sobre programação.

Uma combinação necessária para a sobrevivência das organizações

Hoje não temos como negar o impacto que a rede global de computadores, a internet, tem exercido sobre a sociedade. Movimentos sociais, comportamento humano e até a linguagem utilizada pelos usuários do ambiente da web tem gerado profundas mudanças em nosso dia-a-dia:

- Quantas vezes você checa seus e-mails?

- Como você se expressa em 140 caracteres?

- Por que a Empresa X não tem website?

- Cadê a comunidade da Empresa Y no orkut?


· Essa pequena amostra de perguntas nos mostra que é fato que a conexão entre indivíduos e a facilidade de propagação de informações entre eles gerada pela conectividade, é um fenômeno irreversível e, portanto, a sociedade tende a tornar-se cada vez mais mutável por conta desse movimento.

· E aí fica a pergunta: como as empresas ficam nesse contexto? E as relações públicas, onde se encaixam nessa nova onda de mudanças?

· As atuais conjunturas mostram que as empresas devem repensar seu tradicional modelo organizacional de produzir, divulgar, gerenciar sabiamente seus recursos obtendo, dessa forma, resultados. O ato de estar no mercado, vender um produto, divulgá-lo e, dessa forma, garantir sobrevivência no mercado é muito mais complexo nos dias de hoje.

· Para as empresas, o presente momento vem com um desafio: além da capacidade de fazer tudo como sempre se fez a empresa deve, ainda, ser capaz de atuar de forma efetiva e estratégica no relacionamento com as redes sociais e ambientes colaborativos.

· No atual panorama de interatividade e colaboração das redes sociais, os consumidores e usuários de informações sentem-se cada vez mais à vontade para opinar e discutir sobre mídias, produtos e serviços. Essa liberdade, embora benéfica para os públicos, pode se converter em uma ferramenta que dificulta a consolidação de uma imagem institucional para uma organização.

· O exemplo abaixo mostra algumas comunidades da rede de relacionamentos Orkut. Somados todos os participantes existentes em todas chegamos a um surpreendente número de mais de 1 milhão de usuários.

Nesses espaços se observa desde adoração de marcas (Coca-cola e Batatas Ruffles), incentivo a ações sociais (Direitos do Consumidor e Doação de Órgãos) até questionamento acerca de qualidade e ética de marcas e seus produtos (Editora Abril e Revista Veja).

Os fenômenos de interatividade fazem hoje com que as empresas tenham que se preocupar em contar com estratégias de comunicação e relacionamento com públicos que contemplem as ferramentas colaborativas da web como blogs e redes sociais.

Tim O´Reilly (2004), um dos grandes estudiosos da internet em sua fase de colaboração, afirma que o valor competitivo das empresas nesta nova era da internet residirá em sua habilidade de entender que os usuários adicionam valor às informações e serviços que elas provêm, e que elas deverão de encorajá-los que o façam.

Nesse âmbito, falar de estratégia, relacionamento entre públicos e comunicação traz à tona a importância das relações públicas para esse cenário, principalmente no tocante à questão de criação de comunicação de via de mão dupla.

Muito antes da internet tomar as proporções que possui hoje, os autores no campo das relações públicas já afirmavam a necessidade de se criar uma e incentivar a comunicação bilateral. Kunsch (2003, p. 104) relembrava que as organizações tem um papel que transcende as relações de capital ao afirmar que “como partes integrantes do sistema social global, as organizações têm a obrigações e compromissos que ultrapassam os limites dos objetivos econômicos e com relação aos quais têm de se posicionar institucionalmente, assumindo sua missão e dela prestando contas à sociedade”.

O ato de “prestar contas à sociedade” materializa-se quando a organização – ciente da necessidade latente dos públicos de estar cada vez mais interagindo com ela – adota uma postura classificada por Grunig (1984) como simétrica de duas mãos, pautada em compreensão mútua, efeito equilibrado entre lados que estão se comunicando e principalmente um viés de troca, que é plenamente alinhado ao contexto de redes sociais que encontramos atualmente.

Uma vez que o fenômeno de interação e troca de informações só tenderá a aumentar, cabe às organizações fazer uso racional de suas ferramentas comunicacionais. As relações públicas, por sua vez, cada vez mais deverão se fazer presentes nesse contexto como forma de contribuir para que as empresas consigam estabelecer relacionamentos estratégicos e salutares com seus públicos, gerando resultados satisfatórios para ambas as partes.

Referências Bibliográficas
GRUNIG, James E. Managing Public Relations. Fort Worth: Harcourt, Brace Jovanovich College Publishers, c1984.
KUNSCH, Margarida M. K. Planejamento de Relações Públicas na Comunicação Integrada. São Paulo, Summus, 2003, p. 89-147.
O´REILLY, Tim. Open Source Paradigm Shift. Maio, 2004. Disponível em: . Acesso 20 de junho de 2009.


Para quem tem mais interesse em entender o novo contexto de negócios, comunicação e internet, fica como dica de leitura o livro Wikinomics de Don Tapscott que fala sobre o novo contexto de mercado, negócios, comunicação e sociedade com o advento das ferramentas de colaboração e interação da internet.
TAPSCOTT, Don. Wikinomics: Como a Colaboração em Massa Pode Mudar o Seu Negócio. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2007.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O Retorno

Olá Embarcação! Retornamos!

Agora de “cara nova”!




Assim como antes temos o objetivo de manter estudantes e interessados em Comunicação Organizacional e principalmente Relações Públicas por dentro do que acontece em diversos seguimentos nas áreas, mas agora demos uma estruturada no blog, - tanto no layout como em nossa missão, visão e valores - a fim de torná-lo mais profissional e, com a ajuda de nossos leitores, conseguirmos maior visibilidade.

Após o blog não ser mais para um trabalho acadêmico, somente nós, Cibele e Daniele, decidimos continuar, e, por isso, nós resolvemos torná-lo profissional. Como a equipe mudou e surpreendentemente atingimos uma visibilidade não esperada em pouco tempo, sentimos na obrigatoriedade de inovarmos, para acompanhar o nosso crescimento.

Esperamos que vocês leitores que já nos conhecem continuem A Bordo, e você, leitor, que acabou de nos conhecer, embarque em nosso mundo de informações, e fique A Bordo da Comunicação!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Comunicado – Paralisação



Olá Embarcação,

Hoje nós da equipe do A Bordo vamos fazer uma pequena paralisação a fim de dar maior credibilidade e colocar um pouco mais de nós aqui no A Bordo, mas não mais de uma semana, prometemos!

Iremos montar um espaço para a Comunicação e principalmente para Relações Públicas, diferenciado do atual – criando textos e realizando algumas reestruturações em nosso layout.

O Blog A Bordo começou academicamente no dia 13 de abril de 2009 e no dia 07 junho finalizamos, com o acompanhamento da professora Claudia Nociolini Rebechi, na disciplina de Comunicação Organizacional. Colocamos no ar sem o intuito de ganhar visibilidade e sem maiores propósitos, a não ser de “ganhar nossa nota”.

Dia 17 junho voltamos a postar, devido a uma solicitação de postagem da empresa de telecomunicações Oi. A partir daí não paramos mais.

Com o tempo estamos adquirindo experiência e construindo credibilidade com a sua ajuda. Por isso agradecemos a quem nos acompanha hoje, e esperamos que com essas modificações nós possamos tanto ampliar nossa visibilidade, como ajudar na divulgação de nossa profissão.

Contamos com a compreensão de todos.

E aguardem para continuarem A Bordo da Comunicação!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Comunicação Interna Eficaz

Hoje apresentaremos uma nova colaboradora - Nayara Landim - faz Relações Públicas na Universidade Metodista/SP. Ela é comunicatica, sempre realiza trabalhos voluntários e adora viajar. Atualmente trabalha no Ministério de Solidariedade e Cidadania e do Comitê Executivo da Cátedra Gestão de Cidades. A partir de hoje contaremos com sua experiência e conhecimento para agregar aos leitores do A Bordo.


Na contemporaneidade, muito se fala na importância do planejamento e da estratégia. Mas será que as empresas tratam o assunto com seriedade? Ou fazem seu planejamento estratégico e disseminação dele aos funcionários de forma realmente eficaz?
Contarei um case de sucesso, onde a organização se aliou aos colaboradores e as duas partes cresceram juntas.

A Gerdau Aço Minas, junção da Aço Minas Gerais S. A. (Açominas) e do Grupo Gerdau, foi formada em novembro de 2003. Desde a criação da antiga Açominas, em 1986, muita coisa se transformou. O mundo ouvia discos de vinil e escrevia cartas em máquinas de escrever. Hoje o e-mail é amplamente usado, assim como celulares, chips e internet. Dizem que vivemos na “era da informação”. Apesar disso, muitas organizações ainda não visualizaram a relevância de se comunicarem com seus públicos.

A Gerência de Comunicação Social da Gerdau pensava diferente, ainda mais quando teve um grande desafio pela frente “como mobilizar 4,5 mil pessoas para um único objetivo?” O departamento deveria auxiliar a implantação de uma nova metodologia de planejamento da Gerdau, além de possibilitar a participação dos funcionários nos projetos propostos.

Para que os colaboradores se envolvessem no Planejamento de Longo Prazo (PLP) era preciso que entendessem bem os conceitos da nova estratégia. Sendo que o objetivo principal do PLP era transformar o exercício da estratégia num processo contínuo. Para isso, adotaram diferentes técnicas e linguagens, como teaser, outdoor, boletim eletrônico, site, telejornal, teatro, rádio, eventos, entre outros.

Logo no início fizeram teasers e outdoors com o slogan “Muita coisa mudou de 1987 para cá” com imagens das mudanças tecnológicas mundiais já citadas. Depois programaram palestras de economistas para embasar as reuniões que aconteceriam em pequenos grupos para discutir sobre seu setor. Para clarear ainda mais o assunto, levaram Max Gehringer para expor sobre a importância do planejamento nos negócios e na vida das pessoas. A TV e o jornal Gerdau Açominas cobriam todos os eventos e spots eram veiculados na rádio da região. A última ação comunicacional foram cartazes com um papel branco no meio, dizendo “E agora, para onde a empresa vai? Você vai dizer. Participe do PLP”.

O desafio do PLP era atingir em 3 anos um ROE (Returno n Equity ou retorno sobre o próprio capital) de 15%, ou seja, 150 milhões de dólares. O Zé do ROE com sua turma e um bordão musical ia aos setores continuar a motivar os funcionários durante o processo. Houve até um concurso em que os empregados faziam perguntas relacionando planejamento e futebol, aonde os vencedores podiam fazê-las pessoalmente ao técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira, além de ganharem camisas e bolas de futebol autografadas por ele.
Em suma, o projeto de comunicação interna da Gerdau foi um sucesso! Em apenas 1 ano atingiram e superaram a meta prevista para 3 anos. O resultado foi um ROE de 19,3%, 193 milhões de dólares.
Ao final, o departamento de comunicação fez uma pesquisa com os funcionários para avaliar aspectos importantes do PLP e verificou que para 98% estava claro como foi construído o mapa estratégico do PLP e 99% sabiam como podiam contribuir para que a Gerdau Açominas alcançasse seus objetivos estratégicos.

O resultado foi merecido, pois a área de comunicação fez um incrível trabalho de comunicação interna. Sabendo valorizar o formidável papel da informação que é o elemento que gera, evita e resolve conflitos – também matéria-prima das relações públicas – resolvendo e evitado problemas que poderiam acontecer com a implantação de um novo sistema. (SIMÕES, 1995)
Segundo José Eustáquio de Souza, gerente de Comunicação Social da Gerdau “o maior aprendizado foi que mudanças só podem ser enfrentadas com participação, mobilização, integração e muito trabalho.”


Referências:
*NASSAR, Paulo (Org.) Comunicação interna: a força das empresas, volume 2. São Paulo: ABERJE, 2004;

*SIMÕES, Roberto Porto. Relações Públicas: Função Política. 6ª edição. São Paulo: Summus, 1995.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

GE – Imagination at Work

Considerada, em 2008, uma das melhores empresas para trabalhar a GE é mais conhecida por nós consumidores pelos produtos eletrodomésticos, porém ela é muito mais que isso.
A GE é uma empresa que diversifica, busca atender as necessidades essenciais do mundo, além de ter negócios nos mercados de serviços financeiros, infra-estrutura e mídia também se preocupa com sustentabilidade desenvolvendo diversos programas como o
GE Foundation, GE Elfun Volunteers, GE na Comunidade, Healthymagination e o Ecomaginaton.


O programa Ecomagination lançado, em 2005, visa desenvolver produtos e tecnologias em diversas áreas como infra-estrutura, aviação, energia, água, transporte e financiamentos de energia que possam ajudar a diminuir o impacto ambiental e incentivar seus clientes a enfrentar desafios ambientais urgentes utilizando destas novas tecnologias. Segundo a Época Negócios 35 dos 62 produtos que contém o selo Ecomagination são comercializados no Brasil e na América Latina.

A GE busca atingir algumas metas com esse programa, tais como:


- diminuir a emissão de gases do efeito estufa;
-introduzir mais produtos Ecomagination a cada ano;
- reduzir o consumo de água;
- otimizar a reutilização da água ;
- melhorar sua energia e diminuir sua própria emissão de gases em até 2012;
-auxiliar suas clientes a atingir suas metas ambientais e
-manter o público informado.


Para atingir essas metas um investimento de 1.5 bilhões é feito anualmente para pesquisas focadas em tecnologias ambientais e para incentivar cada vez mais seus clientes a GE lançou o prêmio Ecomagination que reconhece o trabalho de clientes que mostram preocupação em reduzir os impactos ambientais, como escassez de água, enquanto procuram consumir menos energia e diminuir os demais gastos operacionais. Ele é entregue para clientes da GE em todo mundo que atingem os resultados propostos. A empresa é pioneira nesta área, preocupando-se com o comprometimento de seus clientes com a preservação do meio ambiente, conforme informações da GE. A Nitro Química Brasileira do grupo Votorantim foi uma empresas premiadas.

A GE para divulgar essa iniciativa conta com uma ação de comunicação integrada para informar seus públicos de interesse que inclui a propaganda on-line e um site com a mais avançada tecnologia do momento a realidade aumentada o que ajuda no entendimento desse projeto, pois há uma interação direta com o internauta.

Alexandre Alfredo, diretor das relações institucionais, comentou em palestra concedida ao comitê sustentabilidade realizado pela Aberje no dia 04 de agosto, que a GE não tem “vergonha” de falar que enfatiza os lucros - nos negócios o "verde" significa cada vez mais dinheiro - mas reforça que esforços não faltam por parte da GE para desenvolver e construir um mundo mais sustentável.

Postado por Aline Derenzi

domingo, 16 de agosto de 2009

A importância do Relações Públicas no Gerenciamento de Crises

Pensando neste momento de crise econômica em que vivemos, torna-se fundamental a presença do profissional de relações públicas na atuação das organizações trabalhando sua reputação para que ela seja reconhecida como confiável, útil e preocupada com a sociedade.


O profissional busca a transparência e o bom relacionamento entre a organização e os seus diversos públicos elaborando assim, juntamente com a alta diretoria, estratégias para uma comunicação que integre os interesses de ambos os lados.
Assim, o profissional desenvolve um plano de gerenciamento de crises que deve ser colocado em prática antes mesmo de a crise ocorrer, pois o plano de gerenciamento de crises deve ter um caráter preventivo e, quando necessário, corretivo.


Crise é a gravidade de um fato que alcança o âmbito externo da organização, atrai a cobertura intensa e negativa da mídia interferindo em todas as atividades da organização e afetando a imagem organizacional. Uma crise pode envolver os produtos, funcionários, condições financeiras, serviços e a reputação.


“Alguns exemplos de crises:
· Um incêndio em fábrica de produtos químicos;
· Um surto de E.coli em um restaurante;
· Um diretor acusado de realizar transação ilegal interna;
· Um tiroteio em uma escola;
· Acusações de práticas de contabilidade ilegais;
· Um político que usa uma expressão racista em frente às câmeras;
· A descoberta de efeitos colaterais adversos de um remédio;
· Um acidente de avião;
· Explosão em uma plataforma de petróleo.”


Gerenciamento de crises “são medidas com o objetivo de minimizar o impacto destes problemas e riscos corporativos”.
O Relações Públicas trabalha com algumas medidas de prevenção que colaboram na identificação de possíveis crises, como a identificação de riscos que podem gerar uma crise. O profissional utiliza-se de meios de comunicação eficazes para conscientizar todas as áreas da organização para as devidas precauções a serem tomadas.


Por agir a favor dos interesses organizacionais e de todos os seus públicos, o profissional leva sempre em consideração as sugestões, críticas e reclamações que são fundamentais para se entender a imagem que a organização está transmitindo de si mesma e como ela está sendo recebida.


Pensar em todos os possíveis erros e sabotagens que pode ocorrer em uma organização ajuda a se preparar para todas as possíveis situações que se possa enfrentar.
Devido à grande facilidade de conexão e de obter informações sobre as organizações, uma informação ou comportamento mal interpretados, pode gerar um boato acarretando um conflito entre os públicos e a organização. Por isso é importante o setor de comunicação incentivar as organizações a criarem seus blogs corporativos, comunidades em redes de relacionamentos e twitters, para esclarecer qualquer mal entendido e oferecer informações diretas da fonte, aumentando sua credibilidade e evitando possíveis crises de imagem.


Atitudes como “A culpa não foi nossa. Não temos com o que nos preocupar”, ou “Legalmente estamos coberto”, “ O problema foi pequeno. Não a motivo para pânico”, não devem acontecer pois não importa de quem foi a culpa, se seu nome está envolvido tome as providências considerando sempre o direito dos públicos e aja rapidamente. Não pense que o departamento fiscal pode ganhar todos os conflitos, pois muitas vezes a crise é de imagem colocando em cheque sua credibilidade e reputação. Não desconsidere pequenos avisos e/ou conflitos, pois corrigir os erros ou se prevenir é mais rentável do que uma grande crise que pode levar a organização à falência.


Pesquisas comprovam que “os relações públicas estão diante de um novo e crescente mercado, o qual necessita de profissionais qualificados e atualizados” oferecendo suporte e visão abrangente às organizações e à sociedade.


Postado por Kelly Fusteros

sábado, 15 de agosto de 2009

Os diversos caminhos da comunicação

Hoje vamos começar uma nova seção - "Extras" - terá como finalidade mostrar os vários olhares sobre as mesmas situações - a comunicação - em abordagens diferentes.

Temos o propósito de trazer estudantes/profissionais de todas as áreas de comunicação.


Quem começa a seção é Gisele Federicce, formada em jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo - Atualmente é Jornalista do setor agricola.


Comunicação é interatividade. E para interagir, o caminho nunca é o mesmo: varia de acordo com quem, ou o quê, está do outro lado. Os profissionais de comunicação, sejam de publicidade, jornalismo ou relações públicas, estão sempre buscando formas criativas para interagir com seu público com eficácia.

Um exemplo: o Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB) foi criado exclusivamente para, como já indica o nome, divulgar informações sobre o tema “biotecnologia” a toda a sociedade. Enquadram-se aí: cientistas, professores, estudantes, donas-de-casa, médicos etc. Essas informações, independente do meio que são divulgadas, possuem conteúdo baseado na ciência. E têm o desafio de serem compreendidas com clareza por todos esses públicos.

Em 2002, época em que o CIB foi criado, os organismos geneticamente modificados, ou transgênicos, eram um tabu no Brasil. Ao contrário de outros países, que autorizaram com muita rapidez pesquisas científicas sobre o tema e desenvolveram rigorosas leis de biossegurança, o nosso país se prendeu a discussões idealistas e políticas. O CIB teve o grande papel de mudar essa imagem e conseguiu um resultado satisfatório na questão da desmistificação do assunto.

Para se relacionarem com todos esses públicos, foram criados guias sobre vários assuntos: eucaliptos, combustível, milho, algodão, e o último, lançado em 2009, dá um panorama geral sobre transgênicos. Destinado aos médicos, foi desenvolvido o Biotech, um newsletter especial sobre o assunto. Livros, pelo menos 3 publicações. E para o público jovem, um cd educativo com uma linguagem simples, que explica a origem, os avanços tecnológicos e a situação das pesquisas sobre DNA, células-tronco, clonagem e transgênicos. Há ainda o site www.biotecpragalera.org.br, com uma linguagem totalmente jovial, que inclui até um dicionário Biotec: “Saiba o que cada coisa quer dizer, de forma descomplicada”.

Um caso de empresa privada é o da multinacional BASF, que além de atuar no mercado de tintas (é dona da marca Suvinil), comercializa produtos agrícolas. Falando apenas de público interno, a comunicação da empresa utiliza o e-mail – que de acordo com o conteúdo e sua urgência, pode ser direcionado aos líderes de cada área ou a todos os colaboradores. Quando atinge todo o quadro, estamos falando do “BASF Informa”. Ou no caso da divisão agrícola da empresa, o “Agro Informa”.

Em caso de urgência, reúnem-se em uma sala para vídeo-conferência os responsáveis por cada área, que depois repassam a mensagem a suas equipes, envolvendo todo o Brasil. Nesse caso, os chamados RTV´s, ou Representantes de Vendas, que ficam no campo, também conseguem participar, se for necessário. O público externo tem acesso à empresa através de login e senha, como fazem os assinantes de jornais. É o “Cada vez mais BASF”, que dá informações e contatos a revendedores de produtos da companhia no meio rural, ou o “Cooperar”, que disponibiliza acesso às cooperativas.

Atualmente, além dos principais jornais do Brasil que uso para me informar, também entro no Twitter. É uma forma que encontrei de ler chamadas rápidas de acontecimentos no mundo todo, ao mesmo tempo de críticas de meus colegas, jornalistas ou não. Algumas empresas escolheram essa rede social para responder reclamações de clientes e ainda mais: criar ofertas de produtos para quem as seguem. São apenas formas de interação. E dependendo de quem recebe a mensagem, pode ou não funcionar.

Visite:

www.cib.org.br

www.biotecpragalera.org.br

www.agro.basf.com.br

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Como podemos ser tão viciados em máquinas? Relação Homem X Máquina: algo para se pensar.


Ontem estava na lotação, e por 5 segundos que me distrai puxaram meu celular, tirando que entrei em estado de choque na hora, depois fiquei refletindo como eu me tornei viciada em celular.

Essa relação Homem X Máquina é curiosa, porque estava chorando, mas chorando muito por causa de um mero celular, uma mera máquina, e aposto que muito de vocês também estariam como eu. O celular, como o computador, a televisão, e muitos outros aparelhos tecnológicos se tornaram essenciais para a vida da maioria da população, modificando todas as relações entre as pessoas. Ontem mesmo estava discutindo exatamente isso com um amigo, o quanto mudou sua vida depois que surgiram essas tecnologias? Como ficaram a relação entre as sua família? Amigos? Namorado? Marido? Filhos?


Vejo pelo meu avô que tem 88 anos, quantas modificações ele já deve ter visto. Com o passar dos anos e do avanço tecnológico, os meios proporcionam cada vez menos relações entre as pessoas.

Antes mantínhamos o contato indo à casa das pessoas, depois começamos a mandar cartas, depois a telefonar, e depois a mandar e-mails. E o contato pessoal entre as pessoas onde fica? Isso, exatamente, não fica...


Em relação ás organizações, está acontecendo a mesma coisa: elas têm que encontrar o equilíbrio com as redes sócias, se não, não conseguem apenas depender da venda e do contato pessoal.


Com forte exposição na imprensa e número infinito de usuários, as redes sociais tornaram-se foco de atenção nas corporações de todos os segmentos do mercado.


Independente da intensa dinâmica da internet, o centro da questão para uma empresa consiste em como usar a internet para se relacionar com o seu cliente: antes, durante e após a venda/serviço. Mesmo com metas claras e definidas, o desafio se intensifica, pois tanto o consumidor como a internet estão mudando ao mesmo tempo, e em ritmo cada vez mais rápido.

É fundamental que acompanhemos as inovações, mas com o cuidado de observar que, na maioria das vezes, a internet evolui em um processo de agregação de novos valores, e NÃO de substituição – vou lembrar disso em relação usar celular.


As redes sociais são estruturas abertas, onde a informação flui livremente entre milhões de usuários que se comunicam sobre qualquer tema. Os usuários das redes desenvolvem comunidades baseadas em proximidade de interesses. Naturalmente, entre estes temas de interesse estão as marcas, produtos, serviços e conteúdos que estes usuários gostam e desgostam. Vou fazer uma comunidade “Eu sou Viciada em Celular” – isso se já não tiver neh, e com certeza deve ter.


Entender o valor dos relacionamentos nas redes sociais tornou-se um grande desafio para qualquer negócio que tenha uma presença na internet. Estamos falando de milhões de usuários trocando bilhões de informações simultaneamente sobre qualquer tema. Neste universo, o valor médio da relevância da informação cai para perto do zero. Ou seja, é necessário filtrar informações que possam efetivamente contribuir para uma estratégia de comunicação. A idéia é entender por que nos conectamos a determinadas pessoas e a quem realmente escutamos dentro da nossa rede de relacionamentos.


Com o monitoramento, pode-se sentir a o nível das opiniões, entender hábitos de consumo, até mesmo administrar crises de relações públicas. As redes sociais podem ser usadas para entender o comportamento do consumidor, ou qualquer outro stakeholder.


As empresas que conseguirem entender e entrar bem neste círculo vicioso que é a internet e suas redes sociais, deverão, com certeza, ganhar poder competitivo em relação a suas concorrentes.


E o ladrão que me roubou, com certeza irá ganhar também...

Por Daniele Pedace

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Targeting: conhecer e gerenciar sua base de acionistas.


A crescente consciência da importância da Governança Corporativa para o sucesso e a longevidade das organizações tem despertado nos profissionais o interesse em investir em capacitação. De acordo com o IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, o interesse em seus cursos, palestras e discussões é cada vez maior, envolvendo os mais diversos agentes de mercado - empresas de capital aberto, investidores, conselheiros de administração, auditores, consultores, acadêmicos, empresas familiares, e chegando agora aos órgãos da administração pública.

Todos os agentes econômicos estão interessados no tema com um grande objetivo: o de tornar a gestão dos negócios, sejam privados ou públicos, mais eficientes, mais transparentes, mais confiáveis, com riscos melhor gerenciados e conhecidos.



Encontrar, filtrar e organizar essas informações é fundamental para a construção da credibilidade e confiança da companhia com o mercado e seus diversos públicos. A discussão do targeting é fundamental para que as empresas aprimorem o relacionamento com o mercado de capitais e, principalmente, com a base de investidores. É um instrumento que objetiva atingir investidores que estejam alinhados com os interesses da empresa.


O IBGC, tem sido um dos fóruns mais atuantes na discussão do tema. Um sinal claro de que há progresso no tema é a reação da sociedade aos casos recentes de empresas que enfrentaram dificuldades ou que apresentaram ocorrências que surpreenderam o mercado. Nesses momentos, questiona-se, e não sem razão, o modelo de governança da entidade.


É difícil aceitarmos que, mesmo nos dias em que vivemos, não tenhamos ainda identificado as reais razões pelas quais os riscos da crise do mercado imobiliário americano não foram dimensionados adequadamente, por que os agentes não souberam avaliar as conseqüências corretamente, e por que estamos sem saber bem o tamanho e a dimensão do que virá.


O Código de Boas Práticas de Governança Corporativa está em revisão pelo IBGC, depois de passar por um período em audiência pública, durante o qual provocou a discussão de importantes conceitos e sua evolução. Mesmo com a constatação de que os conceitos, e a própria discussão sobre eles, tenha progredido muito nos últimos anos, a sua aplicação ainda é muito precária. A percepção que temos da atuação de muitos Conselhos de Administração ainda está longe do que seria o ideal dentro do que entendemos por boas práticas.


São poucos os Conselheiros que têm a exata dimensão do seu papel e de sua responsabilidade.

Poucos são os que dedicam o tempo necessário para conhecer a organização, o seu funcionamento, o seu gerenciamento. O certo é que quanto mais efetiva a aplicação dos modernos conceitos de governança, menores os riscos e surpresas a entidade está sujeita.


Resta claro, portanto, que, renovado o Código de Governança Corporativa, a sociedade e seus mais variados agentes devem focar seus esforços na conscientização geral de que somente de sua aplicação integral há de resultar um ambiente de maior segurança de que os negócios seguirão como esperado.


Os conceitos estão cada vez mais claros e em permanente evolução. A sua aplicação é que ainda é lenta. A velocidade depende de cada um de nós.

Para mais informações sobre iniciativas e realizações do Instituto, clique aqui
.

Por Daniele Pedace.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Empresas Brasileiras - Toledo Brasil

Dando continuidade a seção – Empresas Brasileiras – hoje falarei sobre a Empresa Toledo Brasil.

Aposto que você na hora se lembrou da balança que entra na farmácia ou no açougue certo? Aqui trataremos de mais uma empresa que é mais do que vemos.

Em 1956 a pequena fábrica de balanças no Brasil foi comprada pela a empresa americana Toledo Scale Company absorvendo também sua representação no país – nascia a Toledo do Brasil Indústria de Balanças Ltda, em 1988, empresários brasileiros, compraram a Toledo do Brasil.

A Toledo comercializa balanças de todos os tipos e espécies, suas peças, acessórios e equipamentos correlatos, a importação e exportação de seus produtos, bem como de matérias primas e produtos necessários à consecução de tais fins, incluindo a prestação de serviços e comercialização de sistemas inteligentes de comunicação e transporte, sistemas de telefonia de emergência, softwares e quaisquer outros artigos e mercadorias que venham a ser de interesse social, realizando ainda consertos nos mais diversos tipos de equipamentos, especialmente balanças industriais e comerciais, equipamentos relacionados com o processo de pesagem e demais sistemas.

Solução para logística from Toledo do Brasil on Vimeo.

A Toledo exporta toda a sua linha de produtos, sendo em maior volume na América Latina, em especial Uruguai, Bolívia, Paraguai e Peru. Também mantém negociações com Angola, Emirados Árabes (Dubai) e Estados Unidos.

A empresa não tem muita divulgação externa, trabalha com uma empresa terceirizada de comunicação, DIZ, informa que a Toledo passou a ser noticiada em 100 jornais depois por ano, porém em pesquisa não achei informações.

Em sua comunicação organizacional a Toledo desenvolve internamente a intranet, boletins técnicos informativos, circulares, disponibiliza atas de reunião, mural e o Jornal Tolendo que tem edição bimestral e traz as novidades e eventos da organização no âmbito interno e externo durante o período. O Tolendo também tem como característica aproximar seus colaboradores, publicando acontecimentos e características dos colaboradores da matriz e das filiais, tais como nascimentos dos filhos, hobbies, premiações não ligadas à organização, atividades artísticas e etc.


A Toledo não tem nenhum tipo de responsabilidade social, não tem muita visibilidade e é a maior empresa de balança do país, pelas minhas pesquisas, quase sem informações na internet – as informações que consegui foram através de funcionários da empresa - entendo que a imagem corporativa da empresa deve ser trabalhada.

Postado por Cibele Silva

terça-feira, 11 de agosto de 2009

James Grunig: dos EUA para o Brasil

Dia 06/08/2009 fomos ao lançamento do livro Relações Públicas – teoria, contexto e relacionamento.

De início o professor João Evangelista Teixeira, nosso professor, abriu o lançamento da palestra fazendo as apresentações.

Logo após, a Professora Maria Aparecida Ferrari, coordenadora do nosso curso na Metodista/SP, abriu o discurso agradecendo a todos pela presença, e contou como foi que James Grunig aceitou o convite para escrever o livro e também vir ao Brasil.

Em seguida o Professor e Doutor Fábio França, contou um pouco como foi à experiência de escrever o livro, disse que Relações Públicas representa relacionamento, e que é a partir desse relacionamento que se conhece as pessoas e cria-se vínculos.

James Grunig abre a palestra – “Como sobreviver em contextos vulneráveis – As Relações Públicas como estratégia de relacionamentos”, dizendo que Relações Públicas é essencial para a comunicação, para o relacionamento e para a disseminação de informação.

Comenta também das diferenças entre Marketing e Relações Públicas, como por exemplo: marketing os fatores que estão mais relacionados são os econômicos, possuem apenas um stakeholder fundamental, apenas querem “vender” a organização, já as Relações Públicas oferecem mensagens sobre a organização, participam das decisões, são estratégicas e simétricas e há a necessidade de prestar atenção a todos os stakeholders.

Continuando, fala que para ele existem dois paradigmas, o simbólico interpretativo e o de gestão comportamental estratégico – ele define paradigma como forma de entender a disciplina.

Paradigma Simbólico: O Relações Públicas influencia os públicos a tomar as decisões, protegem a organização, administram o conceito que os públicos têm dela, e utilizam conceitos como: imagem, reputação, marca e identidade. Os principais meios que utilizam são a mídia e as divulgações.

Paradigma de gestão comportamental estratégico: é o mais importante, o Relações Públicas participa das decisões estratégicas da organização, interpretam o feedback, há relacionamento com os todos os stakeholders e há a negociação de interesses (via de mão dupla, diálogo).

Diz ainda quais as partes mais importantes da história, na opinião dele, para as Relações Públicas:

1960: iniciam pesquisas sobre o comportamento dos públicos e o desenvolvimento de uma teoria situacional.

1970: perceberam como o comportamento do Relações Públicas influenciam para a imagem da organização perante os públicos.

1980: surge a teoria simétrica.

Da metade para o fim, faz certas conclusões:

- O nível que a Relações Públicas está (mais técnico, ou mais gerencial) é mensurado pela qualidade do relacionamento que a organização possui.

- Explica o porquê o relacionamento é importante: pois reduz custos, aumenta o lucro, diminui riscos, protege das crises, melhora a reputação.

- Descreve algumas funções das Relações Públicas excelentes: estratégicas, planejam e administram, auxiliam a organização a alcançar a excelência e não são subordinadas a nenhum outro departamento.

- Explica quando podemos considerar as Relações Públicas genéricas e específicas. Fator para ser considerada genérica: Relações Públicas excelentes. Fator para ser considerado especifica: cultura, política, economia, tipo de mídia predominante e tipos de ativistas locais.

- Diz que os quatro fatores essenciais em uma crise são: o relacionamento, a responsabilidade, a transparência e a simetria de duas mãos.

Por fim, encerra dizendo que hoje ainda é essencial realizarmos pesquisas sobre a institucionalização da Relações Públicas como parte da gestão estratégica das organizações, pois é uma profissão que ainda está em expansão – principalmente no Brasil.

Postado por Cibele Silva e Daniele Pedace

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O que é e a importância de um Networking


É uma condição de troca de favores em que você ajuda alguém já esperando o dia em que poderá pedir a retribuição da "gentileza".

Contatos com pessoas bem sucedidas em empresas, pensando sua minha carreira, mas sem parecer que quero tomar proveito, é a chamada rede nacional de relacionamento, é o termo que pode ser definido como networking é uma influência positiva em sua carreira.

E porque pessoas bens sucedidas não dão um “chega para lá” nas pessoas que se aproximam procurando o networking? Porque ai que chega a troca de favores, o profissional acredita que você pode ser um bom profissional e um dia retribuir a “gentileza”. Uma futura fonte de favores - isso é networking.

A maneira mais eficiente de entrar em uma empresa é através da indicação de quem já trabalha nela. Com tantas candidatos e poucas vagas o networking é tão importante quando obter um bom diploma – diplomas levam centenas de pessoas para uma entrevistas, mas somente poucas pessoas conhecem os que têm a chave delas - a rede de contatos só pode ser bem usada se for bem entendida.

Networking não significa conhecer alguém e já pedir um favor, networking é igual plantar uma árvore, deve cuidar bem dela e aguardar a chegada dos frutos.

Em um podcast Max Gehringer diz que “Você pode tem e terá muitos amigos na vida pessoal, a diferença do networking é que o amigo nos ajuda sem que pedimos ou esperando uma troca do favor, no caso no networking quem pede fica devendo..."

Dicas de Max Gehringer de como se constrói um bom networking.

1. Evitando o caminho mais difícil. É mais simples começar por pessoas conhecidas, como os colegas de escola. A maioria desconhece o paradeiro de 95% de seus ex-colegas. Alguns deles podem ter progredido na carreira.

2. Frequentando ambientes públicos onde pessoas com bom trânsito nas empresas (isto é, as que já têm um bom networking) costumam dar as caras, como seminários, feiras e eventos. Nesses locais, o assunto principal é sempre menos importante que o coffee break. Sentar ao lado de um headhunter num simpósio qualquer já é um passo enorme.

3. Não cometendo o mais comum dos erros, o de pedir algo já no primeiro contato. Coisas do tipo: "Dona Olga, eu sou amigo do Freitas, que trabalhou com a senhora há 15 anos. Olha, estou precisando de um favorzinho seu..."

4. Tendo paciência. Estruturar um networking é como construir uma casa: primeiro, os alicerces. E o momento ideal para começar é quando não se está desabrigado.

“...embora muita gente imagine ao contrário, contruir um networking de cinquenta pessoas é bem mais fácil do que encontrar um único amigo” finaliza Max Gehringer.

Postado por Cibele Cristina da Silva

domingo, 9 de agosto de 2009

Operação Gripe

Hoje vamos mostrar a estratégia dos profissionais da área pública e as ferramentas adotadas para informar a população sobre o vírus A (H1N1).

Dia 24 de abril o vírus A (H1N1), mais conhecido como gripe suína, começou a ser uma ameaça e é acionada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a notícia do vírus que começou no México e se espalhava pelo mundo.

Aqui no Brasil, os profissionais da Assessoria de Comunicação (Ascom), do Ministério da Saúde foram chamados para ministrar uma operação especial da informação que deveria ser publicada para a população, antes dos meios de comunicação em massa.

A primeira peça a ser lançada foi um release distribuído dia 25 de abril contendo orientações.

Desde o alerta de risco a OMS divulga informações rotineiramente, a equipe de comunicação tem o objetivo em uma ação estratégica, de comunicação interativa.

Folhetos informativos para alertar a população sobre os cuidados necessários foram elaborados.

Em entrevista concedida para a revista Negócios da Comunicação Marcier Trombiere, secretário de comunicação Social do Ministério da Saúde informou que “com quatro agências – uma de comunicação e as outras três de publicidade – trabalhando em ritmo acelerado, tudo foi feito no tempo exigido na emergência”.

Operações em 67 aeroportos do Brasil estão sendo realizadas, folhetos trilíngues (português, inglês e espanhol), mais de 3,3 milhões de folhetos foram distribuídos.

Também a OMS disponibilizou oito pessoas para monitorar as redes sociais. Fernanda Rocha é coordenadora do projeto é informa para a revista Negócios da Comunicação que “ao detectar o assunto ‘gripe’ e a dúvida do usuário, o profissional responde, pontual e individualmente, aquela questão”.

Marcier Trombiere enfatiza que esse contato próximo é um esforço para inibir o pânico infundado, combater a propagação de boatos e a automedicação.

O toque estratégico da campanha para é neutralizar ações de desinformação, como abordagens sensacionalistas ou politizadas da “crise” – é o que está acontecendo com os meios de comunicação de massa – “Ainda não existe vacina contra o vírus A (H1N1), mas o estoque de conjuntos de doses (‘tratamentos’) antiverais do Brasil é de nove milhões”, diz Marcier.

Além dos impressos e mediação nas redes sociais está disponível no Youtube dicas de prevenção disponibilizadas pelo Ministério da Saúde para alertar sobre a H1N1 de forma simples e convincente.

Para obter mais informações sobre o vírus A (H1N1) clique aqui.

Postado por Cibele Cristina da Silva

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A Bordo é indicado no Blog da Comunicação

A blogosfera está crescendo e para sustentar, direcionar e ganhar o público necessitamos, além de bom conceito e conteúdo, divulgar nosso trabalho.

Bons blogs estão surgindo montados por estudantes, nem sempre são reconhecidos. Para que esse painel mude o Blog da Comunicação faz indicações de blogs semanalmente. O Blog A Bordo buscou ser indicado pela comunidade do orkut – acreditamos que este tipo de indicação é uma ferramenta eficaz se conectarmos seu conceito, cultivaremos e promoveremos boas relações.

O Blog da Comunicação tem buscado ser referência para internautas que procuram informações e novidades. O blog é mediado pelos jornalistas Guilherme Freitas e James Freitas. A Equipe do A Bordo os acompanha e hoje os indicamos ao nosso público.
Hoje o blog A Bordo está sendo indicado pela equipe do Blog da Comunicação e agrademos a credibilidade.

Aproveitando as considerações, abro espaço para agradecer também a equipe do blog O Cappuccino, que sempre tem ajudado, também de uma certa forma nos proporciona visibilidade.

Postado por Cibele Cristina da Silva

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Empreendedorismo na Internet


O empreendedorismo na internet está crescendo, uma pesquisa realizada recentemente pelo Ibope eRatings trouxe que o número de internautas pela internet atingiu em março 7,9 milhões e destes milhões 44% realizam compras pela internet.

E hoje trago um exemplo de um pequeno empreendedor – Life on a Draw é o nome do negócio, o nome surgiu em uma homenagem para uma banda sueca Millencolin, com o álbum “Life on a Plate”.

E o empreendedor é Flávio Wetten, 22 anos, que descobriu seu talento artístico, desenhando junto com amigo. Começou a desenhar e seus desenhos começaram a ser elogiados, com a febre do fotolog ele iniciou a sua divulgação.

Flávio desenha de coração e de alma, vê situações e já passa para o papel. As coisas começaram como diversão e se tornaram uma dimensão que ele não imaginava.

Hoje Flávio, terceirizado, vende camisetas, chinelos havaianas e almofadas, tudo personalizado.

Existem alguns projetos com seus desenhos no youtube o primeiro foi o projeto Dravin, ele realizou interpretações de músicas com desenhos. O acesso do projeto Darvin do youtube atinge o número de 753.024 e contabilizando todos os vídeos passa o número de 1.022.200 e sua comunidade no Orkut também é um sucesso.

Flávio define tal sucesso como “sem querer”, que usou a rede social para divulgar seu trabalho, receber frases, opiniões, pedidos de tatuagens, desenhos e a fins, assim o Life on a Draw tomou uma proporção na internet, o nosso pequeno empreendedor levou seu trabalho longe, apareceu no site da UOL, em um site de vídeo (www.fiztv.com.br), tendo mais de 13.000 visualizações em menos de um dia, também apareceu na TV.

Seu trabalho está vinculado com uma grande marca, a havaiana. Conversando com Flávio me diz que “a Havaianas é uma marca extremamente popular, atinge todas classes sociais, e hoje em dia é difícil achar alguém que não tenha mais de um par, ou seja, um ótimo presente para qualquer pessoa e qualquer ocasião”.


A expansão por meios sociais é muito importante, o twitter, o Orkut, o fotolog e o site.

Vale a pena conferir um dos vides do Youtube

O empreendedorismo do Life on a Draw é um sucesso, pois Flávio confiou e vende através da internet - o que ele vende é um diferencial - pois oferece o que as pessoas não acham em lojas.

O sucesso de vendas na internet só está começando e você leitor tem alguma grande idéia igual a do Flávio?

Postado por Cibele Cristina da Silva

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O caso Havaianas – Todo mundo usa

Hoje Aline Derenzi está iniciando no blog A Bordo. Aline tem
experiência como professora de inglês e assessora de imprensa. É estudante de
Relações Públicas da Universidade Metodista/SP. Tem planos de se especializar na
área de Comunicação Visual. Ela é positiva e adora desafios, é com isso que
contamos em sua estádia em nosso blog.


Feita de borracha com o intuito de proteger os pés a sandália Havaiana possui várias cores, diversos formatos, algumas têm um design mais moderno outras são até personalizadas, é considerada um grande sucesso dentro e fora do Brasil, mas nem sempre foi assim.

A marca Havaianas nasceu em 1962 inspirada numa sandália japonesa - é um produto nacional criado pelo grupo Alpargatas - sempre se adaptando com o passar das décadas até que foi considerada fundamental para os brasileiros.

Um produto natural, totalmente nacional e que garantia, calçados duráveis e confortáveis. Eram as tradicionais branquinhas com tiras e laterais que variavam em cinco cores, entre a mais popular a azul. Como nem tudo é perfeito a marca teve uma queda nas vendas e é rotulada como “sandália de pobre”, diziam até que usá-la tinha virado atestado de pobreza. Seu público começou a trocá-la pelos concorrentes que tinham produtos mais baratos e mais sofisticados e o famoso slogan "não deforma, não tem cheiro, não solta às tiras" não surtia mais efeito.

Vendo suas vendas caírem o grupo Alpargatas decidiu dar a volta por cima criando as Havaianas Top. Numa estratégia agressiva envolvendo publicidade, relações públicas e marketing começaram a utilizar celebridades do momento para divulgar a marca em comerciais na TV e em revistas mostrando situações diversas onde as Havaianas poderiam ser usadas. No exterior não foi diferentes fãs famosas da marca faziam sua parte desfilando pelas ruas com seus pares.

A Alpargatas investiu em inovação e criatividade, lançando embalagens coloridas e com design moderno além é claro de suas coleções trazerem novidades do momento, como as inspiradas em temas da Copa do Mundo e Surf.

Mas o investimento em campanhas não para por ai, as Havaianas, sempre com a intenção de inovar, convida a joalheria H. Stern para criar uma sandália especial com acabamento em ouro e diamante, denominada por eles como uma sandália que é uma jóia. E para expandir sua marca no exterior posso citar como exemplo de campanha a do Oscar, onde é dado a todos os indicados um par de Havaianas exclusivas.

Abaixo um vídeo de umas das campanhas da Havaianas que mostra sua transformação de uma sandália da classe média em um acessório da moda.



As estratégias que envolvem diversas áreas de comunicação, como PP, RP e MKTA, criam marcas que são referencias no gerenciamento da comunicação organizacional. Os resultados alcançados por estas áreas reforçam as percepções criadas na mente do consumidor - É o caso das Havaianas



Fontes: NCA Consultoria e Havaianas



Postado por Aline Almeida Derenzi

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Biblioteca digital do MEC


O Ministério da Educação lançou em 2004 uma biblioteca digital com um acervo de renomados pintores, mais de 500 obras (entre livros, músicas e vídeos do TV Escola) e mais de 700 obras de literatura portuguesa, que são de domínio público, ou seja, os direitos autorais não são de exclusividade de um indivíduo, são heranças culturais da humanidade.
Uma iniciativa muito importante para nosso país, pois nos oferece livre acesso a cultura e a cidadania.
De fácil navegação, rapidez na procura e nos downloads, o portal Domínio Público disponibiliza obras maravilhosas como a Divina Comédia, de Dante Alighieri, e uma homenagem a Machado de Assis disponibilizando, em página especial, sua obra completa.
Um bem que temos e podemos considerar como precioso, pois proporciona a nossa sociedade, a cultura. Desde 2007 circula na internet que o site do Domínio Público sairá do ar por falta de visitação, a informação não é real, pois o site teve mais de 12 milhões de visitas desde sua inauguração, também houve mais de 14 milhões de downloads.

O coordenador do site informou que nunca pensou na possibilidade de extinguir o site, não sabe a procedência do e-mail, porém afirma que o e-mail só ajudou a crescer o acesso e a utilização do domínio.

De qualquer forma não deixaremos que boatos virem realidade, portando o A Bordo traz essa dica para o acesso, a cultura sempre merece uma maior divulgação, pois sites realmente importantes como este merecem todas as atenções.

Acessem Domínio Público e continuem A Bordo de novos conhecimentos, cultura e entretenimento.

Postado por Kelly Fusteros e Cibele Cristina da Silva

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Feiras: a maneira mais eficaz e econômica de promover vendas, em uma relação de negócios aberta, franca e transparente.


Não se sabe ao certo onde e quando apareceu a primeira feira, no entanto há dados que dizem que elas já existiam na Antiguidade, na Grécia, cerca de 4 mil anos antes de Cristo e mais tarde no Oriente Médio, há pelo menos 2500 anos.
Mas foi após a decadência do Império Romano que as feiras medievais representaram o momento no qual ressurge o comércio na Europa, no final do século XI.

Detalhe que demonstra a importância das feiras é que as guerras eram interrompidas e a paz era garantida durante sua realização para que os vendedores, colocados lado-a-lado, pudessem trabalhar com segurança. A palavra latina feria, que significa dia santo, feriado, é a palavra que deu origem à portuguesa feira, à espanhola feria, à francesa foire e à inglesa fair.

No Brasil, as feiras-livres são realizadas por todo o país frequentemente, mas as chamadas feiras comerciais ocorriam apenas esporadicamente, geralmente em eventos internacionais. Mas, nos anos sessenta, as feiras comerciais ressurgiram com toda força em São Paulo.
Os anos setenta e oitenta trouxeram para o Brasil também a modalidade das chamadas feiras de negócios, em que o foco não era apenas divulgar os produtos para o consumidor final, mas gerar vendas para a rede de varejistas, tal como ocorre nos países da Europa, Ásia e nos Estados

Unidos, onde se realiza todos os anos o impressionante número de 2500 feiras.


As feiras continuam sendo hoje, e provavelmente continuarão sendo por mais algumas décadas, pelo menos, a maneira mais eficaz e econômica de promover vendas, olho no olho e face a face, em uma relação de negócios aberta, franca e transparente, pois trata-se de uma forma milenar de negócios que dificilmente poderá ser substituída. É gente lidando com gente, mantendo viva a tradicionalíssima arte de mercadejar.



Por Daniele da F. N. Pedace