terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Micro-expressões

Por Daniele Pedace


Micro-expressões interferindo na comunicação, ou a comunicação interferindo nas micro-expressões?

Estava conversando com minha chefe outro dia, e ela comentou sobre micro-expressões, me interessei pelo assunto e resolvi pesquisar um pouco sobre ele.

A expressão facial é um fantástico meio de comunicação, é por ela que demonstramos e disfarçamos nossas emoções. A face é uma ótima indicadora para nos auxiliar a perceber o que está por trás das interações entre as pessoas.

O mais intrigante é a capacidade de interpretar essas expressões, conforme artigo publicado no site Blumerangue o psicólogo Paul Ekman da Universidade de Califórnia, baseado nos estudos de Charles Darwin na década de 50, conduziu um estudo sobre as micro-expressões.

Após estudar as faces de vários tipos de pessoas, Ekman mapeou expressões e gestos que duram cerca de 0,05 segundo (micro-expressões), e comprovou que as expressões não são somente um reflexo da cultura de cada povo, e sim elementos comuns da natureza humana. É com base nesses estudos que ele fornece treinamento a órgãos do governo, seu trabalho é mostrar aos agentes como entrevistar adequadamente os suspeitos e testemunhas, destacando a importância da análise das suas micro-expressões faciais. Ele diz também que em uma conversa de 10 minutos a maioria das pessoas contam em média 3 mentiras. Dados realmente surpreendentes.

As expressões faciais são comportamentos que se tornam fundamentais para desarmar psicologicamente o outro. Uma maneira de manipular é com o sorriso, em todas as culturas o sorriso é a expressão que todos percebem como sinal de honestidade e simpatia. Somos facilmente seduzidos por um belo sorriso. Mas existem fatores para nos ajudar a detectar a falsidade. Se observarmos com atenção o sorriso falso tem a aparência física de um sorriso estático de fotografia. Ekman sugere que prestemos atenção nos olhos, boca, sobrancelha, movimentos de franzir o nariz e ainda ao tom de voz e postura corporal.

Baseada nos estudos de Ekman – ainda com base nos dados do site Blumerangue - a Fox lançou a série Lie to me, onde há uma equipe de investigadores especializados em detectar micro-expressões faciais e gestos corporais involuntários, que podem revelar muito mais do que as palavras dizem e ajudar a polícia na investigação de crimes.

A proliferação da tecnologia em comunicação provoca uma considerável diminuição do contato face a face, o que influencia e altera a interação entre as pessoas. Não necessariamente, para entrarmos em contato com outros, precisamos ver uns aos outros.

Portanto, como ficarão as expressões faciais se não precisamos mais reagir aos outros? Será que os computadores serão capazes de captar nossas expressões, captando a verdade? Ou não?

6 comentários:

@camilajoaquina disse...

Além do seriado Lie to Me da Fox, uma outra dica que aborda um pouco sobre o assunto é o Criminal Minds, que fala sobre a equipe do FBI que traça perfis de seriais killers.

Através da análise do comportamento, os agentes identificam o perfil do suspeito. Muitas vezes usando técnicas para detectar as micro-expressões, caligrafia, e outros padrões.

Assim, é notável que indepedente do avanço tecnológico e das distâncias que cada vez temos entre nossas interações, é sempre importante analisar um todo. Que por mais que exista uma máquina como canal de comunicação, as expressões ainda estarão do outro lado da tela, sendo mostradas de outras formas e em outros ângulos.

De qualquer forma, ainda acredito que nada substitui um bom contato pessoalmente! ;)

danipedace disse...

com certeza...nada substitui o contato pessoal...

Mas já se pegaram olhando na frente do computador e rindo sozinho por algo que esta lendo? Viu?? Essa é a maior prova que interagimos mais com o computador em algumas situações do que com a própria pessoa...

Outra situação bem típica que principalmente as mulheres passam é o homem falar um monte de coisas, se declarar por msn ou e-mail, e chega pessoalmente e trava....isso é porque eles estão mal acostumados...pergunta para seus avós se na época deles eles tínham uma coisa dessas...rs

Beijos

Dani A Bordo.

Cibele Silva disse...

Bem verdade Dani, ontem até comentei com a Camila que a minha gerente daqui uns dias vai me perguntar o que tanto dou risada sozinha - eu dou muito risada com pautas de reunião, com trocas de emails entre gerentes, nossa - até qdo eu estou respondendo um email ou tratando assuntos urgentes eu transpareço demais o que estou fazendo. Sou feita de micro-expressões.
hehe

abraços,
Belle
@blogabordo

Juliana M. Olinto disse...

Ola pessoal do blog A Bordo, primeiramente queria dizer que eu fazia parte do blog Promove's, mas por motivos maiores agora estou com o blog "Plataforma RP". Assim como vocês estiveram no blog Promove's, espero vocês agora no blog da Plataforma RP.

Em relação as micro-expressões, já existem computadores que verificam pela voz ou pelas púpilas se as pessoas estão mentindo né? Apesar de eu não acreditar muito nos que estão nos programas de televisão, acredito que tecnologias do tipo estão sendo desenvolvidas, mas estou com vocês, nada como o contato pessoal!

Plataforma RP

JONNAS CALADO disse...

Eu sempre achei falho esse lance de micro expressões involuntárias, mais depois de lê o livro "O corpo fala", não resta dúvida de que há mais coisas que queremos dizer verbalmente e nosso raciocinio não cria nada, mais involuntariamente e irracionalmente no corpo tem vida própria pra se defender em forma de gestões e expressões faciais.
É interessante saber que temos guardado tanta coisa que não é verbalizado por nossa fala. Não é mais necessário falar pra se obter uma resposta 100% verdadeira, basta observar.

Jessé disse...

Acredito que o computador pode ser um complemento no auxílio no estudo das micro-expressões do ser humano. Mas além de fazermos deduções, vejo que há certos aspectos a serem considerados em uma análise para se chegar a uma conclusão a respeito do comportamento da pessoa.
De qualquer forma, o nosso corpo fala de uma forma impressionante e nos envia sinais que reforçam ou corroboram aquilo que estamos dizendo.