terça-feira, 7 de julho de 2009

Nova lei do jornalista, favorece ou prejudica a profissão?


Por causa do fim da obrigatoriedade do diploma de comunicação para jornalistas, as universidades vão ser obrigadas a oferecerem melhores cursos de graduação e incentivar o surgimento de pós-graduação para especialização em jornalismo de profissionais de outras áreas. As empresas de comunicação também devem se adaptar.

Há quem goste e quem não goste da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), mas agora resta discutir o futuro. Várias questões permanecem no ar.
Pode parecer contraditório, mas muitas pessoas defendem que o fim do diploma valorizará a formação do jornalista. Eles acham que, por conta de uma série de faculdades serem mal preparadas e viverem da "emissão de papel", ou seja, do diploma de jornalista, o nível das faculdades vai melhorar e vai surgir um ciclo de pós-graduação para profissionais de outras áreas se especializarem em jornalismo.


Um estudo mostra que os grandes jornais americanos recrutam profissionais de área de formação, mas exigem do candidato pelo menos um estágio prévio dentro do jornalismo.

Os cursos de comunicação devem ser revistos e os cursos de pós-graduação caminham para um molde semelhante ao das universidades americanas. No Brasil muitas universidades ainda estão distantes do mercado, as escolas podem evoluir para um modelo de maior interação com as empresas de comunicação, que ainda seriam alvo de "preconceito" dentro das universidades brasileiras.

Por Daniele da F. N. Pedace

2 comentários:

Guilherme Freitas disse...

Como jornalista profissional acho que isso prejudica um pouco nossa categoria, pois é uma desvalorização o diploma não ser necessário para exercer a profissão. As empresas vão priorizar a contratação de funcionários com diploma, mas sou a favor da obrigatoriedade devido a ética. Abraços e parabéns pelo blog.

Gabriela disse...

Oi,estou concluindo ciencias socias,com habilitação em política,e prentendo realizar a pós em jornalismo político.Portanto achei um facilitador,a mudança sobre a obrigatoriedade do diploma.Acredito que minha formação e o meu empenho,permitirão que eu seja uma profissional qualificada.Pois terei o diferencial do conhecimento do funcionamento das instituições políticas.Entretanto,compreendo a necessidade do entendimento no que diz respeito a ética,e conhecimento técnico para atuação do jornalismo.E conto com a contribuição do curso de especialização para possibilitar o acréscimo que preciso.E ainda,espero encontrar espaço para atuação.