sábado, 14 de novembro de 2009

A Influência da Cultura Nacional sobre a Cultura Organizacional [parte I]

Adriane Leal Barros Filenga tem 19 anos e é estudante de Relações Públicas da Universidade Metodista de São Paulo, fez parte da formação inicial do A Bordo da Comunicação e hoje ela retorna à equipe como colaboradora.


Neste último 28 de outubro, tivemos o XII Congresso de Produção e Iniciação Científica, realizado na Universidade Metodista de São Paulo. Para este congresso, pensei em vários temas para escrever um trabalho, pois queria participar; decidi, então, por escrever sobre uma de minhas paixões, a cultura, e aí nasceu o trabalho sobre “A Influência da Cultura Nacional sobre a Cultura Organizacional”! Vou contar um pouco do que descobri através das pesquisas e entrevistas que fiz.


O termo Cultura na verdade possui mais de 5 mil significados e é um termo discutido por diversos autores. Aqui, abordaremos Cultura como o conjunto de características comportamentais mais comuns e frequentes encontrados nos indivíduos, ou seja, maneiras semelhantes de se comportar apresentadas nas pessoas. Assim sendo, “cultura nacional” é o conjunto de características comportamentais mais comuns e frequentes encontrados nos indivíduos de um determinado país ou região, e “cultura organizacional” quando tais expressões ocorrem em uma organização.
Basicamente, representa aspectos intangíveis, manifestados, na maior parte do tempo, no tangível, ou seja, não podemos ver, mas podemos sentir e perceber, por conta das manifestações.



No mundo organizacional, a influência da cultura nacional sobre a cultura organizacional adquire cada vez mais relevância; isso, pois os modelos de gestão trazem, naturalmente, pressupostos de sua cultura. Mas, muitas vezes, as culturas podem ser tão diferentes que chegam a ser conflitantes. Então, para estes modelos não fracassarem, é extremamente necessário que essa cultura nacional seja levada em conta na hora de se pensar nas estratégias para alguma organização.


Este estudo pretende auxiliar na percepção das atitudes que seriam adequadas ou não durante o processo de interação com diferentes culturas, tanto dentro quanto fora das organizações, também auxiliando em sua comparação, tornando possível verificar diferenças e semelhanças.



Conhecer as diferenças culturas, respeitá-las e possuir informações sobre o possível comportamento do interlocutor tornam-se um diferencial estratégico para as organizações e para o negociador. Este conhecimento minimiza o choque cultural, proporcionando melhores resultados nas relações e interações, até mesmo sobre negócios.



Vou dar um exemplo que um de meus entrevistados deu acerca deste assunto. Este exemplo deixa muito claro a importância de se pensar estratégias levando em conta a cultura de cada um:

Ele conta que, “Há uns anos atrás, a Daimler (alemã) realizou uma fusão com a Chrysler (americana). Esta fusão gerou a Daimler-Chrysler que acabou se desfazendo em 2007.” Quando ele chegou na Alemanha, “estava sendo realizada a junção dos sistemas das duas organizações (alemã e americana)”. Porém, “Esta junção nunca ocorreu, pelo fato de: Os americanos estão acostumados a comprarem caminhões personalizados, do jeito que eles querem. Na visão Chrysler, o sistema deveria permitir o cliente escolher todos os módulos do caminhão, cores, acessórios, do jeito que ele desejasse. Os alemães, muito adeptos à padronização, queriam que o sistema disponibilizasse apenas caminhões padrões, afinal de contas, eles já estavam há anos trabalhando desta forma e, vender a gosto do cliente, seria um choque e uma mudança muito grande”.

Por final, a fusão Daimler-Chrysler por algum motivo acabou se desfazendo e cada organização, americana ou alemã, continuou por seguir seus processos e atender o seu público da maneira que estão acostumados.

Continua...

2 comentários:

=) disse...

Adriane que legal seu post. Com certeza a cultura organizacional e nacional devem estar alinhadas, pq se influenciam mto.
Para que não haja problemas como o da Daimler-Crysler RELAÇÕES PÚBLICAS INTERNACIONAIS =D.
Beijos

Amanda Meyer

A Bordo disse...

Primeiro, seja bem vinda (novamente) ao A Bordo.

Essa sua pesquisa, suas entrevista foram muito importante, mostrar que grandes empresas, que existem em mais de um país é muito bom para vermos onde o RP pode atuar, e bem colocado pela Amanda, como RP internacionais.

A empresa tem que colocar muito bem suas idéias e trabalhar com diversos públicos.

Parabéns pelo post... espero a parte II


Abraços,
Belle