quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Inovação é a essência

Por Daniele Pedace

A 9ª edição do Estudo Interbrand das Melhores Marcas Globais – Best Global Brands 2009 – reflete o comportamento negativo de diversas marcas neste último ano. Pela primeira vez, o valor total das 100 maiores marcas globais em 2009 caiu, essa é uma queda considerada significativa, pois nas últimas edições do estudo o volume total apresentava crescimento médio de 5% ao ano. Sete marcas saíram da lista, entre elas o banco Merrill Lynch e seguradora AIG.

As cinco marcas que mais perderam valor são: UBS (-50%), Citi (-49%), American Express (-32%), Morgan Stanley (-26%) e Harley-Davidson (-43%).
O setor financeiro teve a queda mais significativa em valor de marca, despencou 40%. Também foram abalados pela crise do crédito internacional os setores de transportes (-27%) e automobilístico (-9%).
Todas as marcas de carro integrantes do estudo BGB 2009 perderam valor no ano. A exceção é a Ferrari, que manteve o valor da marca.

As cinco marcas que mais ganharam valor foram: Google (+25%), Amazon.com (+22%), Zara (+14%), Nestlé (+13%) e Apple (+12%). A Coca-Cola está fora deste grupo, pois se destaca por se manter invicta, há uma década, como a líder do ranking.


Apesar da crise, enquanto a maioria das marcas se debatia, algumas ampliaram seus negócios, e, consequentemente, seu valor. O segredo parece ser a capacidade de inovação numa sociedade tão acostumada às mudanças e a relação de confiança entre a marca e o consumidor.

A crise mudou as regras do jogo. Confiança, algo óbvio quando o assunto é marca, tornou-se crucial. Neste novo modelo de relacionamento que está sendo traçado entre consumidores e empresas, intimidade é a chave. As marcas mais inovadoras estão chegando cada vez mais perto da vida de seus consumidores através de redes sociais, blogs e outras formas de comunicação que quebram o conceito da privacidade e são mais refinados que o telemarketing.

Na era digital, além de não haver barreiras físicas, há menos passividade em relação à informação. Com isso, as empresas não controlam mais seus destinos – o sucesso agora depende das conexões que a empresa tem com clientes, parceiros e fornecedores. São eles que controlam e influenciam o futuro de cada organização.

O grande desafio dos empresários hoje é conduzir empresas que não conseguem mais controlar seu destino. Eles estão sendo obrigados a conduzir suas organizações para que apresentem desempenhos excelentes em um mundo de negócios cada vez mais complexo e que muda diariamente.

Clique aqui e veja os dados completos da Revista Fator

4 comentários:

Ocappuccino disse...

Google cada vez crescendo mais e mais sua marca, hoje quando se fala em internet deve ser a mais lembrada com certeza

mateus

Felipe disse...

Antes de ler os dados completos, eu estava pensando que as empresas cresceram por inovar nos tempos de crise... Mas na verdade, pelo que entendi, atraves de atitudes ja tomadas antes de se pensar na crise, elas acabaram tendo melhores resultados.

Se pegarmos a Google e a Nestle, tem forte em comum a questao da publicidade. Ja havia lido, que empresas que investem forte nisso mesmo quando tem uma crise, tendem a crescer mais que outras.

Bem interessante essas infos.

Felipe

A Bordo disse...

É realmente incontrolável o destino da marca na era da internet. Estas organizações que tiveram queda no valor da marca, são as que pouco vemos na internet fazendo publicidades.

Abraços,
Belle

A Bordo disse...

Pois é, tendência é tendência...quem não conseguir acompanhá-la sai da brincadeira...rs...

Mas Felipe, é isso mesmo. Um plano estratégico antecedente a crise é sempre o melhor caminho.

Abraço
Daniele
(A Bordo)