segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Nossa profissão é o nosso dia-a-dia

Por Daniel Callegaris

O papel da linguagem de representar diversos signos está totalmente ligado aos conceitos e pensamentos adquiridos por cada ser humano, ou seja, o ser humano é um indivíduo de análise subjetiva e “histórica”. Portanto, a linguagem também é um processo dialético e individual. Depois de começar a analisar minha linguagem, dentro do meio em que vivo, pude notar o quanto eu modifico minha forma de expressão dos gestos e palavras com diferentes grupos. Você com certeza não usa o mesmo padrão de linguagem quando conversa com um senhor de idade, ou com seu amigo mais próximo.


Essas mudanças, quase naturais, são muito faladas na comunicação organizacional, e nela, sempre estamos procurando uma forma de nos adaptarmos aos públicos de interesse, ou pelo menos, detectarmos que esse é um erro muito comum e que é a alma da comunicação.

As empresas prestadoras de serviços precisam trabalhar essencialmente, o relacionamento direto com o cliente, ou seja, pessoal, criando elos confiáveis e muito mais afetivos. Por exemplo, organizações que trabalham com tecnologia e processos técnicos (assistências técnicas, companhia aéreas), tem muita dificuldade de obter credibilidade e fidelização do cliente.


Nós, profissionais da comunicação, precisamos de sensibilidade constante para atingir realmente o que é “palpável”, ou necessário para tal público.


Esse vídeo é um grande exemplo de como a linguagem necessita de adaptação e de sua evolução.



Como algo pode ser tão simples para alguns e tão complicado para outros? Por isso, o conhecimento é sempre bem vindo, ainda mais quando se trata do ser humano. E mesmo que nós sejamos muito complicados, são nesses estudos que facilitamos cada vez mais nossos relacionamentos, dentro e fora das organizações.

2 comentários:

Cibele Silva disse...

Nós de comunicação temos que nos ligar bastante na sociologia, psicologia, filosofia, o seu humano não é fácil de entender.
Hoje eu li na 'info exame' que a maioria das pessoas pensam que sabem descobrir o comportamento de outra pessoas, mas apenas um em casa 100 seres humanos possui a habilidade estas percepções.

Realmente somos muito complicados.

Abraços,
Cibele
(A Bordo)

Ocappuccino disse...

Ainda hoje tive uma aula de psicologia das relações humanas que tratamos justamente disso, o home pós moderno - em contraposição ao sujeito iluminista que tinha IDENTIDADE (linear, coerente) - é diferente, ele tem IDENTIFICAÇÕES (maleável, incoerente, até contraditório) [diferentes identificações dependendo do ambiente, da cultura, do público, do momento].

E a abordagem social história da psicologia de Silvia Lane trata bem disso, desta interação, do homem se formando e interagindo com outros na construção de sua indentidade de sua atividade, em contraposição à psicologia social de Adroaldo Rodrigues em que foca a percepção, a atitude, o homem formado sem interação de outros.

Tudo isso para dizer da necessidade de nos adaptarmos às diferentes situações hehehhe

abraços, mateus