sábado, 10 de outubro de 2009

Comunicação e Relações Públicas na candidatura do Rio para a Olimpíada de 2016

Por Daniele Pedace

O Rio de Janeiro foi escolhido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Essa conquista, é necessário dizer, deve-se em grande parte ao trabalho de relações públicas desenvolvido há mais de dois anos pelas autoridades brasileiras, especialmente aquelas ligadas ao esporte, com o presidente Lula à frente, juntamente com o governo do estado e da capital.

Primeiramente, no ano de lançamento da candidatura, em janeiro de 2008, a primeira proposta foi lançada na mídia. Foi feito um dossiê e, além disso, foram realizadas uma série de eventos para tornar o conceito da candidatura mais conhecido e próximo da imprensa.

Logo na primeira visita do Comitê Olímpico Internacional (COI) ao Rio de Janeiro, em abril, mesmo com as restrições, foi pensado na visibilidade para a imprensa e foi gerado conteúdo para a imprensa brasileira e estrangeira.

Depois da inspeção do COI houve a primeira apresentação do projeto Rio 2016, em junho, na Suíça. E, entre final de setembro e início de outubro foram realizados eventos para a imprensa nacional e internacional já na Dinamarca – em Copenhague, local da escolha da cidade sede. A assessoria contou com atletas e até o Rei do futebol, Pelé.

Cinco tópicos foram considerados essenciais para o sucesso da campanha na área de comunicação e relações públicas:

- “Viva a sua paixão” foi um conceito importante, reforçando o amor do brasileiro pelo esporte e a reconhecida capacidade de celebração.

- Foi mostrado também que agora era mesmo a hora do Rio, com a integração e apoio total dos três níveis de governo.

- O terceiro fator foi discutir qualquer questão que trouxesse uma percepção equivocada, como a capacidade de organizar a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos no intervalo de dois anos, por exemplo.

- Também foi focado na mídia olímpica especializada, a mais lida pelos membros votantes, evitando gastos com anúncios na grande mídia.

- E, por último, foi usada a autenticidade para surpreender a todos.

Após abrir a palestra com o vídeo que emocionou milhões de pessoas durante na apresentação decisiva aos membros do Comitê Olímpico Internacional, foi explicada a jornada do Rio até a vitória histórica em Copenhague, emocionando muitos dos presentes no auditório, com o tema união.

Utilizaram o argumento de que “você precisa mais do que uma Cidade Maravilhosa para ganhar uma candidatura”, disse o diretor de comunicação da candidatura Rio 2016, Leonardo Gryner.

Gryner também contou a história do Rio, que iniciou em 1999, quando decidiu se preparar para a candidatura aos Jogos Pan-Americanos e venceu, que também sediou os Jogos Sul-Americanos, e que após a realização do Pan, em 2007, já tinha uma base forte para lançar uma candidatura aos Jogos de 2016.

Pudemos ver que mais um trabalho de Relações Públicas foi bem feito, e trouxe maior visibilidade ao Rio, e, por conseqüência ao Brasil. Vamos acompanhar agora se conseguirá também trazer maior credibilidade, com a ajuda dos planejamentos do governo, após o evento.

4 comentários:

Ocappuccino disse...

Muito legal este post. É ótimo saber que o trabalho com a imagem da cidade foi fator decisivo. O post do Doutor Spin complementa este, segue o link: http://doutorspin.wordpress.com/2009/10/05/olimpiadas-a-importancia-do-rp-na-escolha-do-rio-2-016/

MATEUS

Cibele Silva disse...

Fico muito feliz que a profissão esteja sendo tão decisiva para algumas coisas tão importante para o Brasil ou até fora dele que estejam tendo grande repercussão. Dá valor a profissão.

Mateus, em relação ao blog do Doutor Spin, bem interessante disponibilizar aqui e na quarta-feira eu mandei para a minha sala o link do blog. Gostei demais.
=]

Abraços,
Belle
(A Bordo)

Felipe disse...

A campanha do Rio de Janeiro foi excelente!! Ao longo do tempo, antes de sair o resultado, eu recebia newsletters da revista inglesa Sport Business e em diversos era citada a força da candidatura e justamente destacando sobre o envolvimento de todas as partes, a comunicação entre todos envolvidos...

Detalhes, que parecem ter sido esquecidos pelas outras cidades, que recebiam critícas do tipo "os organizadores de Madrid não souberam explicar de onde viria determinado recurso"...

A falta de comunicação e clareza dos outros candidatos, certamente levou o RJ ao favoritismo. E convenhamos, merecia muito.

A Bordo disse...

Obrigada...e valeu pela indicação Mateus!...bem interessante mesmo...

Realmente o Rio mereceu pelo planejamento de comunicação....mas temos que tomar cuidado com o superfaturamento e o abandono depois dos Jogos....porque nosso governo ainda é nosso governo não é mesmo...torço para que tenhamos o menos prejuizo possivel...

Abraços
Daniele A Bordo.