quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O valor das Relações Públicas [parte 2]

Por Cibele Silva
Hoje dou continuidade ao post ‘O valor das Relações Públicas [parte 1]’, publicado aqui no A Bordo dia 18/10.

Foi abordada a pesquisa realizada por nós, alunos de RP da Metodista, o semestre passado.
Dando continuidade hoje vou aprofundar na Regulamentação do curso.

Uma grande quantidade de profissionais formados há entre 2 e 4 anos estão atuando no mercado de trabalho (49%), porém a minoria deles participa da CONRERP – Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas.
Conforme informação do site do CONRERP, desde 1972 a instituição vem cumprindo com seu papel institucional de zelar pelo registro profissional dos Relações Públicas e de atuar na fiscalização do exercício profissional, preservando e ampliando espaços profissionais. Apesar da maior parte dos profissionais dizer que as Relações Públicas é a profissão do futuro e que possuem uma função estratégica, se ao se formar bacharel em Relações Públicas eles não buscarem uma habilitação legal para exercer a profissão, não contribuirão para o seu crescimento, não sendo autorizado legalmente a exercê-la.

Alguns profissionais preferem a regulamentação, outros a desregulamentação da profissão. Há muitas opiniões e argumentos acerca desse assunto.
Dentro deste contexto fomos buscar a quantidade de profissionais que são ou não a favor da regulamentação.

Dos entrevistados, 81% são a favor da regulamentação, pois acreditam que valoriza a profissão, porém 68 % deles não estão cadastrados no CONRERP. Esta dicotomia aponta a falta de conhecimento por parte dos profissionais a respeito de sua entidade reguladora e uma total ausência de comunicação com seus registrados por parte desta.

A professora Ferrari em seu livro A trajetória das relações públicas nos países do Mercosul’ deixa claro que podemos articular que a atividade de Relações Públicas, no Brasil, passa por uma crise de identidade, pois uma grande parcela dos profissionais é contra a manutenção da regulamentação da profissão, uma vez que, ao longo dos anos, ela atuou muito mais como um entrave do que uma alavanca para a prática de Relações Públicas.

Quero deixar aqui a reflexão sobre o verdadeiro valor das Relações Públicas, tenho visto discussões sobre o que vai acontecer na profissão, mudança na nomenclatura, ‘fusão’ dos cursos de comunicação social, o fim do diploma ou a desregulamentação da profissão.
Resolvi trazer essa pesquisa para expor o meu ponto de vista. Não acredito que estes pontos vão influenciar na formação e bom desenvolvimento no mercado no que tange a comunicação.

Os profissionais são a favor da regulamentação, porém não há o devido valor, não é por neste motivo que deixo de observar que a profissão vem ganhando espaço e importância dentro das organizações e da sociedade, como um articulador e mediador dos diversos grupos sociais. Nessa nova posição que a profissão vem tomando será mais fácil para os profissionais exercerem seu papel de ajudar a organização e seus públicos a se adaptarem mutuamente.

Existem outras componentes que devem ser analisados para que a profissão seja reestruturada e valorizada. Tema que abordarei no próximo post sobre o Valor das Relações Públicas.

4 comentários:

Ocappuccino.com disse...

o grande lance do conferp e conrerps é atuar nas universidades, se aproximar do aluno que será o futuro registrado. creio que a desregulamentação não causará grandes trantornos em relação ao mercado e à atuaçao se acontecer, hoje muitos trabalham com RP e tem diversas formações. mas sou a favor da regulamentação, e conselhos fortes são essenciais na defesa de nossos interesses.

MATEUS

A Bordo disse...

Nossa, essa pesquisa deu um trabalho...rs...

Eu acho que o problema é que muitos profissionais nem sabem qual seria a diferença se houver a desregulamentação ou não....

E também acho que esses registros que os profissionais teriam que ter deveriam ser mais divulgados, como até no curso do direito, que sem OAB não podem atuar...fazendo isso acho que não apareceriam esses RP's fajutos por ai...

Beijo
Daniele A Bordo.

Cibele Silva disse...

É isso mesmo Mateus e Dani, tenho um pouco do pensamento dos dois.

Acredito que não vá atingir a profissão no mercado, também não sei se os profissionais sabem o quando irá acarretar se houver ou não, por estes motivos sei que é melhor nossa profissão tem outros artefatos para que possamos nos preocupar.

Por isso devemos aqui medir - qual é o verdadeiro valor das Relações Públicas. O que e com o que devemos nos preocupar.

Abraços,
Belle
(A Bordo)

Líviarbítrio. disse...

Assim que me formei, acreditava que a profissão de marketing deveria ser regulamentada, pois deveríamos ter um diferencial. Hoje, assim como vocês, acredito que a regulamentação não mede a capacidade e o profissionalismo.

Sem dúvida, seria ótimo que essas regulamentações fossem levadas a sério, justamente para que as profissões se tornassem mais independentes.

Ótimo post, Belle.
Abraços,

Lívia.