quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A Comunicação na Copa de 2014

Por Ana Sciena e Cibele Silva

O post de hoje foi escrito com participação de Ana Sciena, tem 19 anos e é estudante de Relações Públicas da UEL (Universidade Estadual de Londrina).



Sediar a Copa do mundo não é brincadeira, deve-se fazer um trabalho árduo e de muita competência, além dos estádios e infraestrutura das cidades, porém para que tudo dê certo o processo de comunicação é primordial.

Paulo Nassar e seu livro - Tudo é comunicação - fala que “A Febre de bola, que acomete intensamente bilhões de terráqueos, serve-nos como universo de metáforas e exemplos, úteis para a gestão de comunicação”. Isso se remete aos objetivos para se investir em um evento como este.

Para uma empresa espalhar e disponibilizar o seu serviço ou produto com o foco de aumentar as vendas e captar novos clientes, um hotel poderá expor seus serviços em veículos de mídia paga, como rádio e televisão, no próprio site ou e-commerce.
Quase 5 anos antes as empresas já estão desenvolvendo estratégias para a adaptação do mercado em 2014, desde já fortalecer sua marca e imagem no mercado, divulgando uma informação relevante para a sociedade, a fim de conseguir mídia gratuita.

É o que as grandes empresas estão fazendo, procurando um espaço para a marca dentro da Copa de 2014, principalmente através de patrocínios. Segundo a revista Valor Especial “As cidades da copa de 2014”, o preço para vincular o nome de uma empresa ao maior evento do esporte mundial pode chegar a US$ 80 milhões.

Na copa da Alemanha, em 2006, a FIFA faturou € 2 bilhões com a venda de patrocínios e direitos televisivos. Para a África do Sul, em 2010, a entidade já negociou € 2,6 bilhões e para o Brasil estimasse € 2,9 bilhões.

O primeiro lance para o patrocínio local oficial da copa foi do Itaú Unibanco.
Existe dois tipos de patrocínio, o mundial, que já são reservados para empresas como Visa, Adidas, Coca-Cola e Sony e os parceiros mundiais que tem 6 níveis de cotas para vendas.

Em entrevista concedida a Revista Valor Especial, o Diretor de Comunicação institucional da Vivo, Marcelo Alonso explica que veicular a marca da empresa ao maior evento esportivo é fortalecer a marca. “Em 2006, ano em que a empresa já patrocinava transmissões da TV Globo, a lembrança da marca Vivo cresceu 22% entre o público-alvo e a lembrança da propaganda veiculada avançou 45%”, lembra Alonso. Além do Vivo ter conseguido atingir 75% de exposição nas mídias espontâneas, em relação ao ano anterior.

Por estes e outros motivos estão sendo disputadas cotas de patrocínio para fornecimento da infraestrutura de telecomunicações para a Copa, pelas empresas Vivo e OI.

Para Márcio Santoro, sócio e vice-presidente da agência África, o bom investimento não é somente para os patrocínios, mas também na internet. “A próxima copa será a primeira em que a web terá atingido um estágio de maturidade grande. O investimento em publicidade via internet e ações promocionais focadas neste veículo devem ter muita força durante o evento na África do Sul e a proporção em 2016 será ainda maior”.

Como afirma Santoro, e depois do que aconteceu nas eliminatórias da copa, no jogo Ucrânia 1 X 0 Inglaterra, quando a empresa que detêm os direitos de transmissão dos jogos da seleção Ucraniana não aprovou a proposta de nenhuma emissora de televisão para veicular o jogo e resolveu vender o jogo para a web.

O direito do jogo foi vendido para uma empresa especializada em transmissões via internet, deixa claro que as empresas devem começar a buscar alternativas para conseguir entrar ou firmar-se – e bem – nesse novo mercado das transmissões on-line.

8 comentários:

The Who! disse...

Evento no Brasil sempre gera polêmica, ou é por causa do dinheiro gasto, ou por causa dos patriocínios. E sai no lucro, quem tem mais noe e dinheiro, nem sempre o melhor!

Abs.
Maira - TheWho/MakeCom

bruh f. disse...

Acho que neste momento, não cabe discutir se ter a Copa no Brasil é bom ou ruim. Mas neste post, cabe o seguinte comentário: será um prato cheio para nós Rp's e comunicadores em geral. Será um acontecimento, em que podemos reforçar nossas funções e nossos trabalhos.
Acho que todos vêm oportunidade neste evento, que é o maior evento esportivo do mundo, e também, em 2016, as Olimpíadas.

Abraços Belle e Ana.
Bruna Franco.

A Bordo disse...

Legal o post...e concordo com a Bruna...

Desde que não tenha muita robalheira por parte dos políticos, e abandono após os eventos aqui no Brasil...todos irão sair ganhando, por gerar mais empregos e maior turismo...

Abraço
Daniele A Bordo.

Cibele Silva disse...

É isso mesmo Bruna, neste revista que a Ana e eu citamos tem matérias de oportunidades para diversas profissões, bem ou mal, a copa vem como uma oportunidade e o processo de desenvlvimento mais acelerado... é um aspecto muito positivo.

Abraços,
Belle
(A Bordo)

Anônimo disse...

É isso ai meninas, parabéns, temos que ver todas as oportunidades.

O site oficial da copa também tem muitas informações.

http://www.copa2014.turismo.gov.br/


Patrícia Scaliante

Ocappuccino.com disse...

é vai rolar muita grana, tirando por base o campeonato brasileiro que a cada ano cresce o número de arrecadação, de cotas de televisão, de investimento de patrocínio, é um dos négocios que mais gira grana, só o meu internacional gasta 3.5 milhões de reais por mês com folha de pagamento com jogadores, imagina isso??? 30 profissionais custam isso a uma empresa, qual empresa tem isso? na copa do mundo irá rolar muito dinheiro, isso é ótimo... mas é difícil imaginar um esporte totalmente de massa sendo transmitido com exlcusividade pela inernent

MATEUS

Aline Derenzi disse...

Acho ótimo essa oportinidade que o Brasil esta tendo de se mostrar.
Concordo que a Copa e as Olimpíadas vão trazer diversas opotunidade em diversas formas, e cabe a nós comunicadores agarrar a nossa.

Em 2014 é bem capaz que as empresas não liberem para assistir os jogos, como acontece em algumas, pois vai estar disponível na internet depois. rs

Só fiquei com uma dúvida, qual é a diferença entre o patrocínio mundial e o parceiro mundial?

Abraços,

A Bordo disse...

Aline, as empresas que contribuem com o patrocínio mundial são fixas, sempre estão lá e não tem concorrência para conseguir o espaço. Os parceiros mundiais são as empresas que vão contribuir para aquela copa e tbm são conhecidas mundialmente.

Espero ter te ajudado.

Abraços,
Belle